O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta sexta-feira que a economia brasileira deve crescer 3% neste ano, apesar do fraco desempenho no terceiro trimestre. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou apenas 0,1% entre julho e setembro, em relação ao trimestre anterior.
Em uma live nas redes sociais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad atribuiu o resultado modesto à alta da taxa de juros, que começou a ser reduzida pelo Banco Central em agosto. Ele disse que as medidas que estão sendo tomadas pelo governo, como a reforma tributária, vão fortalecer a economia e gerar empregos.
“Vamos crescer 3% neste ano. Atingimos uma taxa de juros muito elevada em julho e o Banco Central começou a cortar a taxa de juros a partir de agosto. Quero crer que, com as medidas que estamos tomando no Congresso, inclusive a reforma tributária, a primeira feita em regime democrático e a mais ampla da nossa história, o brasileiro pode esperar uma economia cada vez mais forte”, disse Haddad.
O ministro da Fazenda frisou a importância de o Banco Central manter a tendência de queda de juros:
“Nós tivemos um PIB positivo, mas fraco, mas com os cortes nas taxas de juros, nós esperamos que neste ano nós fechemos o PIB em mais de 3% de crescimento e esperamos um crescimento na faixa de 2,5% no ano que vem. Mas o Banco Central precisa fazer o trabalho dele”, afirmou o ministro.
Haddad acompanha Lula em uma viagem internacional, que incluiu uma visita à Alemanha. O ministro anunciou que o país europeu vai retomar os investimentos industriais no Brasil, após anos de perda de espaço para outros países. Ele citou o chanceler alemão, Olaf Scholz, que teria garantido uma nova onda de investimentos no Brasil.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB do Brasil cresceu 2% no terceiro trimestre. No acumulado dos quatro trimestres terminados em setembro, a alta foi de 3,1%. No acumulado do ano, até setembro, o crescimento foi de 3,2%.
Com informações do Metrópoles





