Um guia de turismo foi vítima de racismo dentro do bondinho do Pão de Açúcar, um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro. O caso aconteceu na tarde desta quinta-feira (12). O acusado, um jovem carioca que estaria comemorando aniversário no ponto turístico, foi preso em flagrante.
O caso foi registrado na 10ª Delegacia de Polícia (Botafogo). Representantes da Liga dos Guias de Turismo do Rio de Janeiro (LiGuia) e do gabinete da deputada estadual Zeidan (PT) deram apoio ao guia para o registro de ocorrência.
Segundo Wagner Medeiros, assessor da Deputada Zeidan e diretor da LiGuia, o guia Marcos Silva, que acompanhava um turista romeno durante o passeio, foi alvo de agressão verbal após um desentendimento dentro do bondinho. O agressor teria esbarrado no profissional e após o guia reclamar do ocorrido, iniciou-se uma discussão. Durante o conflito, o homem teria proferido a ofensa racista, chamando o guia de “preto de merda”.
O turista estrangeiro que estava sendo acompanhado por Marcos Silva presenciou toda a situação.
Suspeito tentou deixar o local
De acordo com informações da assessoria da deputada Zeidan, após a confusão, o suspeito teria tentado deixar o local. Funcionários do complexo turístico do Pão de Açúcar porém, acionaram a segurança e chamaram a polícia.
Um funcionário do Pão de Açúcar que presenciou o fato foi à delegacia e testemunhou acompanhado de uma advogada da empresa. O testemunho do funcionário validou as acusações do guia.
Racismo é crime no Brasil
Pela legislação brasileira, o racismo é considerado crime, com penas que podem incluir reclusão e multa, além de não admitir fiança nem prescrição, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.
A Polícia Civil ainda não informou qual foi o procedimento adotado no caso.






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