Guedes pediu demissão? Nunca foi tão fácil especular

Depois de tudo o que aconteceu nas últimas 48 horas, o que poderia ser mais óbvio do que noticiar que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu demissão, em caráter irrevogável ou, talvez, eventualmente revogável? É o que parte da imprensa publica neste momento, em suas versões online. Mas há algumas questões que a imprensa…

Depois de tudo o que aconteceu nas últimas 48 horas, o que poderia ser mais óbvio do que noticiar que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu demissão, em caráter irrevogável ou, talvez, eventualmente revogável? É o que parte da imprensa publica neste momento, em suas versões online.

Mas há algumas questões que a imprensa ainda não sabe responder, tais como:

1) Guedes quer mesmo deixar de ser ministro?

2) mesmo tendo sido derrotado em todos os seus projetos neoliberais, a ponto de perder todos os assessores importantes, ainda assim abriria mão do cargo?

3) Bolsonaro se considera em condições de manter o poder sem o ministro que o vincula ao mercado neoliberal e à mídia?

Dependendo das repostas a estas perguntas, é possível, sim, especular que, diante da explosão do teto de gastos e da debandada de seus principais assessores, Guedes tenha pedido o boné.

O Correio Braziliense informou em coluna de Vicente Nunes em sua versão online:

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu demissão do cargo a presidente Jair Bolsonaro. O pedido foi feito na quinta-feira (21/10) durante uma pesada discussão entre o ministro e o presidente. Guedes falou muitos tons acima do normal e disse que não aceitaria as manobras feitas pelo governo, à sua revelia, para furar o teto de gastos a fim de bancar o Auxílio Brasil de R$ 400.

O pedido de demissão de Guedes foi confirmado por quatro interlocutores ouvidos pelo Blog. Foi feito logo depois de o ministro ser comunicado por quatro auxiliares de que não ficariam no governo diante da farra fiscal para tentar reeleger Bolsonaro.

No Ministério da Economia, pouca gente acredita que um nome de peso aceite assumir o comando da política econômica com Bolsonaro, enlouquecido com a reeleição. Para se ter um ideia da desconfiança em relação ao governo, Guedes, inclusive, está com dificuldades para preencher os quatro postos abertos em sua equipe.

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