A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal chegou ao quinto dia nesta segunda-feira (14), em meio à retomada das negociações entre o banco e as entidades representativas da categoria. No Rio, uma plenária realizada na Câmara Municipal reuniu trabalhadores para discutir os principais pontos que mantêm o impasse sobre o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Convocado pelo deputado federal Reimont (PT), por intermédio do vereador Leonel de Esquerda (PT), o encontro lotou o espaço reservado à plenária. Segundo os organizadores, cerca de 200 pessoas permaneceram do lado de fora.
A paralisação nacional começou na quinta-feira (10), depois que empregados da Caixa rejeitaram a proposta apresentada pelo banco. A Fenae informou que a rejeição ocorreu em 128 bases sindicais e, em 93 delas, houve decisão pela greve por tempo indeterminado.
Saúde Caixa concentra discussões
Entre as reivindicações estão questões salariais, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), condições de trabalho e, principalmente, o Saúde Caixa. As mudanças no custeio do plano estão entre os principais pontos de divergência entre o banco e os representantes dos empregados.
As entidades sindicais criticam propostas que alteram a participação dos trabalhadores no financiamento do plano e afirmam que algumas das mudanças podem afetar especialmente aposentados e beneficiários mais velhos. A preservação do chamado pacto intergeracional também está entre as reivindicações apresentadas durante as negociações.
Na proposta apresentada na última quinta-feira (10), a Caixa ofereceu elevar sua participação no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%, além de prever R$ 236 milhões para ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027. A proposta acabou rejeitada nas assembleias.
Banco reabre mesa de negociação
O impasse aumentou após a rejeição. Em comunicado às unidades, a Caixa informou que benefícios previstos nos instrumentos coletivos anteriores deixariam de produzir efeitos e indicou que a cobertura do Saúde Caixa seria mantida por 60 dias durante o período de transição, segundo relato divulgado pela Fenae. A entidade classificou as medidas como retirada de direitos.
A Caixa também havia registrado a possibilidade de recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de dissídio coletivo caso não houvesse acordo. Posteriormente, porém, o banco decidiu reabrir a mesa de negociação com as entidades representativas.
Com a ausência de um novo acordo aprovado até o momento, a greve continua. Uma eventual nova proposta deverá ser submetida à avaliação dos empregados nas instâncias definidas pelas entidades representativas da categoria.







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