GRAMPO ILEGAL. Alerj pede informação sobre atividades de nove policiais

Na guerra de informação e contrainformação sobre as suspeitas de espionagem dos deputados estaduais, supostamente comandada pelo secretário Lucas Tristão, surgiu nesta semana uma lista de nove policiais sobre os quais há dúvidas se estão envolvidos na operação ilegal. Hoje, Guilherme Amado, da revista Época, revela os nomes dos agentes e a decisão do presidente…

Na guerra de informação e contrainformação sobre as suspeitas de espionagem dos deputados estaduais, supostamente comandada pelo secretário Lucas Tristão, surgiu nesta semana uma lista de nove policiais sobre os quais há dúvidas se estão envolvidos na operação ilegal. Hoje, Guilherme Amado, da revista Época, revela os nomes dos agentes e a decisão do presidente da Alerj, Andre Ceciliano, de solicitar formalmente ao Palácio Guanabara informações sobre as ocupações de dois delegados da Polícia Federal e seis policiais militares.

Leia a nota:

Em meio às suspeitas de que o governo Wilson Witzel está grampeando opositores na Assembleia do Rio, um requerimento de informações enviado ontem pelo presidente da Assembleia, André Ceciliano, ao governo do estado promete fazer estremecer os corredores do Palácio Guanabara.
O alvo é o secretário da Casa Civil de Witzel, André Moura, ex-deputado federal e antigo parceiro de Eduardo Cunha na Câmara.
Ceciliano solicita no texto que Moura informe a lotação de seis policiais militares e de dois delegados da Polícia Federal, bem como descreva as atividades e as funções exercidas por cada um deles.
Há duas semanas, Ceciliano pediu oficialmente informações a Witzel sobre a suposta existência de uma central ilegal de grampos no governo do Rio de Janeiro contra seus adversários políticos.
O presidente da Assembleia também perguntou na ocasião se o governo armazena dados cadastrais de autoridades públicas e seus familiares. Em outras palavras, perguntou se o Executivo espiona o Legislativo.
Eis os policiais citados por Ceciliano no ofício enviado ontem: coronel Jorge Fernando de Oliveira Pimenta; major Luiz Felipe Furtado de Oliveira; sargento Otávio Montenegro; cabo Glauco da Conceição Silva; sargento Jeferson Cândido de Oliveira e tenente-coronel Carlos Magno, além dos delegados federais Fábio Andrade e Wagner Mendes Bezerra de Menezes

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