Servidores do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) retiraram, na manhã desta quarta-feira (10/5), grades metálicas que cercavam o Palácio do Planalto, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer sem muros ou cercas.
Apesar de não serem fixas, essas grades cercavam o Palácio do Planalto desde os protestos de junho de 2013, ainda no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). E foram mantidas por Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não respondeu se a retirada é definitiva, mas servidores envolvidos na operação de retirada disseram que se trata de um teste para ver se os equipamentos ainda são necessários para garantir a segurança das instalações. Servidores do GSI e das Forças Armadas fazem a segurança do palácio 24 horas por dia e só permitem a entrada de funcionários ou visitantes autorizados.
Os turistas, até esta manhã, precisavam se adaptar às grades para fotografar a sede do Poder Executivo federal e costumavam se posicionar num canto perto da guarita de entrada, mais ou menos no ponto de onde foi tirada a foto em destaque nesta reportagem.
Quando protestos começaram a pressionar o governo em junho de 2013, grades foram colocadas pelo GSI em volta do Palácio do Planalto. Ainda naquele ano, as grades metálicas inicialmente colocadas foram trocadas por uma versão personalizada, estilizada com desenhos das colunas do Palácio da Alvorada, de forma a parecerem mais ambientadas ao conjunto urbanístico da capital. Naquela época, as grades personalizadas custaram R$ 37, 6 mil.
Na época, o GSI argumentava que as grades seriam usadas “quando a situação de segurança recomendar ou com a finalidade de melhor organizar eventos”.
Com informações do Metrópoles.





