O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (18), novas medidas para evitar uma greve nacional de caminhoneiros diante da alta do diesel, influenciada pelo conflito no Oriente Médio. Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, será implantado um sistema de fiscalização eletrônica para monitorar todos os fretes e verificar o cumprimento da tabela mínima da categoria.
Além do controle digital, o governo também vai reforçar a fiscalização presencial. Empresas que descumprirem repetidamente a tabela poderão ser impedidas de contratar novos fretes. De acordo com o ministro, a prática de desrespeitar o piso mínimo deixou de ser pontual e passou a envolver agentes econômicos relevantes do setor.
A pressão sobre os caminhoneiros aumentou após a elevação do preço do diesel. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam que o combustível subiu cerca de 12% na última semana, chegando a R$ 6,80 por litro, o que reacendeu a ameaça de paralisação da categoria.
Na tentativa de conter a crise, o governo já havia adotado outras medidas, como zerar impostos federais sobre o diesel e criar uma subvenção para produtores e importadores. Agora, a estratégia é ampliar a fiscalização e responsabilizar empresas que não cumprem as regras, buscando evitar impactos no abastecimento e na economia.






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