O número de mortos oficiais, até agora, na operação deflagrada pela Polícia Militar do Estado de São Paulo no Guarujá é de 14 pessoas. A Operação Escudo foi realizada para localizar e prender os assassinos do soldado Patrick Bastos Reis, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da corporação, morto a tiros por criminosos na última quinta-feira.
O número foi confirmado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) em entrevista coletiva nesta terça-feira. A 14ª morte ocorreu na cidade de Santos.
Levantamento do G1 mostra que a atual operação da PM já é a mais letal no estado de São Paulo dede os “crimes de maio” de 2006, quando as forças de segurança reagiram aos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) e mataram ao menos 108 pessoas, segundo a Defensoria Pública.
A ação deste ano superou a “Operação Castelinho”, que deixou, em 2002. 12 mortos.
A Operação Escudo começou em 28 de julho, e a previsão é a que continue até 28 de agosto. Ao todo, 32 suspeitos foram presos, entre eles, Erickson David da Silva, apontado pelas autoridades como autor do disparo que matou o solado da Rota. A defesa do homem negou que ele tenha cometido o crime.
O secretário da Segurança de SP, Guilherme Derrite, afirmou que quatro suspeitos da participação na morte do policial já foram identificados, sendo que dois deles estão presos. Também foram encontrados mais de 20 quilos de drogas, e 11 armas foram apreendidas.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (31), Tarcísio de Freitas afirmou que “aqueles que resolveram se entregar à polícia foram presos e apresentados à justiça”. Na ocasião, ele também disse estar “extremamente satisfeito” com a ação da PM, que àquela altura já tinha matado oito pessoas. Ainda de acordo com a SSP, até a última atualização desta reportagem, seis policiais haviam sido mortos e 14 haviam sido feridos na Baixada Santista em 2023
De acordo com levantamento feito pela Conectas Direitos Humanos em parceria com o Laboratório da Análise da Violência da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre 12 a 26 de maio de 2006, 564 pessoas foram baleadas e mortas durante a onda de violência.
Dessas vítimas, 505 eram civis e 59 policiais civis, militares, agentes penitenciários e bombeiros. Outras 110 vítimas ficaram feridas por armas de fogo. Quatro pessoas ainda desapareceram nesse conflito e nunca mais foram encontradas por seus familiares.
Em 2021, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos, decidiu julgar e estado brasileiro por suspeita de violação aos direitos humanos e omissão na investigação dos “crimes de maio” de 2006, como ficou conhecida a retaliação aos ataques contra a polícia que resultou na morte de civis no estado de São Paulo.
Com informações do G1.





