Os brasileiros ou parentes de brasileiros que aguardam na Faixa de Gaza para voltar ao Brasil, mas não têm onde ficar no país, serão alojadas em abrigo no interior de São Paulo. A informação é do secretário nacional de Justiça, Augusto de Arruda Botelho.
Segundo o secretário, quase metade do grupo de 34 pessoas não tem familiares ou endereços onde possa se hospedar em território brasileiro, por isso, precisará ser acolhida em um abrigo, que já foi providenciado pelo Ministério de Desenvolvimento Social.
“Alguns brasileiros já têm destino certo porque já têm familiares aqui, então, serão deslocados para esses locais onde ficarão. Uma parcela significativa, quase a metade do grupo, não tem onde ficar. Mas o governo federal já disponibilizou através do Ministério de Desenvolvimento Social, nós já temos o local onde essas pessoas ficarão acolhidas. Isso vai ser no interior de São Paulo”, afirmou Augusto de Arruda Botelho.
O grupo de brasileiros está na sétima lista de estrangeiros para deixar Gaza, mas a data de saída é incerta. A previsão é que isso ocorreria nesta sexta (10), mas a fronteira voltou a ser fechada.
Segundo Botelho, quando desembarcar no Brasil o grupo de 34 pessoas receberá atendimento médico, alimentação e ficará em um alojamento da Força Aérea Brasileira (FAB) por duas noites descansando e recebendo os cuidados necessários.
Enfermeiros, médicos e assistentes sociais serão deslocados para prestar atendimento aos repatriados.
Também serão realizados procedimentos de regularização de documentos e migratória feitos pela Polícia Federal. Uma equipe da Organização das Nações Unidas (ONU) especializada em protocolos de recebimento de pessoas oriundas de zonas de conflito, com intérpretes, acompanhará a situação dessas pessoas.
Ainda de acordo com o secretário nacional Justiça, não há um prazo limite para a assistência do governo aos repatriados.
“O governo federal não poupará esforços para receber da forma mais completa, mais digna e sem prazo, para que esse acolhimento possa fazer com que eles se integrem novamente, repatriados ao Brasil”, concluiu Botelho.
Com informações do g1





