Brasil condena Israel por ataque a escola da ONU que servia de abrigo em Gaza: 14 crianças foram mortas e 74 pessoas feridas

Governo brasileiro condenou ataque ‘nos mais fortes termos’ e disse que ‘não há justificativa para ataques militares contra áreas densamente povoadas’

O Exército de Israel fez um ataque em uma escola da ONU, na Faixa de Gaza. As Forças Armadas israelenses afirmaram que o objetivo era eliminar terroristas, mas entre os 40 mortos estão registradas 14 crianças. O Hamas afirmou que 40 pessoas morreram e 74 ficaram feridas.

O centro de ensino foi atingido pelos caças de Israel de madrugada. De acordo com a ONU, o complexo escolar serve de abrigo para 6 mil palestinos que procuram segurança.

O prédio fica na região central da Faixa de Gaza, ao lado do único hospital ainda em funcionamento ali perto.

O Hamas disse que, entre os mortos, estão 14 crianças; 74 pessoas ficaram feridas. Deitado no chão de um hospital, com o rosto muito machucado, Imad contou que o pai morreu no ataque.

“O que fizemos? Por que nos bombardearam?”, perguntou.

O governo israelense afirmou que o objetivo do ataque era eliminar terroristas. De acordo com as Forças Armadas, os caças realizaram um ataque aéreo preciso, com base em informações da inteligência. O alvo eram três salas de aula onde, segundo o Exército, estavam escondidos de 20 a 30 terroristas.

O porta-voz israelense acusou o Hamas de crimes de guerra por usar instalações da ONU. O Hamas negou que houvesse um posto de comando de terroristas no local.

O chefe da agência da ONU que dá assistência aos palestinos classificou como chocantes as alegações de que homens armados se esconderam dentro do abrigo. Mas disse que não tem como confirmar, e enfatizou:

“Ataques a estruturas das Nações Unidas são um flagrante desrespeito ao direito internacional humanitário”.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou a operação e disse que prédios da ONU são invioláveis. Ele participou de uma homenagem que já estava marcada para os 135 funcionários mortos na guerra.

O chefe da diplomacia da União Europeia cobrou uma investigação independente do bombardeio à escola.

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, condenou nos mais fortes termos, o ataque. Disse que não há justificativa para ataques militares contra instalações da ONU e que áreas densamente povoadas devem ser poupadas. Também reiterou que ataques a infraestruturas civis constituem graves violações do direito humanitário internacional.

Com informações do G1.

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