Em meio à preparação para o Carnaval 2026, o Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciou uma força-tarefa para prevenir o desaparecimento de crianças durante os eventos carnavalescos. A ação começou nos ensaios técnicos das escolas de samba mirins e segue ao longo do período pré-carnavalesco e nos dias oficiais de desfile, com foco na proteção e identificação imediata do público infantojuvenil na Marquês de Sapucaí.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, por meio da Subsecretaria da Criança e do Adolescente, em parceria com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA). A Fundação para a Infância e Adolescência (FIA) também atua diretamente nas ações preventivas no Sambódromo.
Empulseiramento facilita identificação das crianças
O primeiro dia de mobilização ocorreu neste sábado (31), durante o ensaio técnico de três escolas de samba mirins, que reuniu cerca de 1.500 crianças — aproximadamente 500 por agremiação. A principal medida adotada foi o empulseiramento dos menores, estratégia que permite identificação rápida em casos de desencontro ou situações de vulnerabilidade.
As pulseiras trazem informações essenciais, como nome da criança, telefone do responsável e identificação da escola, além de cores diferentes para indicar o tipo de acompanhamento necessário.
A operação conta ainda com o apoio da Subsecretaria de Prevenção à Dependência Química, da Subsecretaria de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e da Patrulha da Criança e do Adolescente, reforçando a atuação integrada do Governo do Rio na garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
“Carnaval exige atenção redobrada”, diz subsecretário
Segundo o subsecretário da Criança e do Adolescente, Arthur Souza, o Carnaval demanda cuidados especiais por concentrar grandes públicos, especialmente quando envolve menores de idade.
“O Carnaval é uma grande manifestação cultural, mas exige atenção redobrada quando envolve crianças. Nosso objetivo é assegurar que cada menino e cada menina estejam protegidos, identificados e amparados, reduzindo riscos de desaparecimento e garantindo mais tranquilidade para famílias e escolas”, afirmou
As ações de empulseiramento, orientação e acompanhamento seguem nos próximos ensaios técnicos e durante os desfiles das escolas de samba mirins, programados para este domingo (1º) e também nos dias 8 e 20 de fevereiro.
FIA leva operação “SOS Folia” à Sapucaí
Paralelamente, a Fundação para a Infância e Adolescência colocou em prática a operação “SOS Folia” durante os desfiles mirins na Sapucaí. No primeiro dia, 49 colaboradores atuaram nos momentos de concentração e dispersão das escolas, realizando empulseiramento e atendimento preventivo.
Além das crianças das agremiações, famílias que foram assistir aos desfiles também puderam identificar seus filhos com pulseiras. Durante o evento, houve um caso de desaparecimento temporário, solucionado com sucesso, além do acolhimento de uma adolescente e do encaminhamento seguro de três crianças aos responsáveis.
A operação “SOS Folia” seguirá em funcionamento ao longo do Carnaval, com o objetivo de garantir mais segurança ao público infantojuvenil.






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