Governo do RJ promove dança das cadeiras na Educação após exoneração de Roberta Barreto

Mudança no comando da pasta provoca exoneração de subsecretários e superintendentes; governo ainda não anunciou substitutos para funções estratégicas

A Secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro vive um momento de transição marcado por exonerações em série após a saída de Roberta Barreto do comando da pasta. A mudança desencadeou um efeito cascata na estrutura administrativa e pedagógica, com a oficialização, nesta segunda-feira (5), da saída de pelo menos oito integrantes da cúpula da secretaria.

Entre os principais nomes exonerados estão Windson Maciel, que ocupava o cargo de subsecretário executivo; Joilza Rangel Abreu, subsecretária de Gestão de Ensino; e David de Andrade Marinho Filho, subsecretário de Gestão Administrativa. Assim como a ex-secretária, os três pediram exoneração.

Além dos subsecretários, setores estratégicos também foram atingidos. Deixaram seus cargos os responsáveis pela superintendência pedagógica, Flávia Costa Lima Ferreira; pela gestão das regionais pedagógicas, Wesley Karllos Neves Conceição; e pela área de avaliação e desempenho escolar, Rosana Maria do Nascimento Mendes. As saídas impactam diretamente a linha pedagógica da secretaria.

Na área administrativa, também foram exonerados Vinicius Guimarães de Paiva, responsável pela equipe de licitações da pasta, e Maria Helena Barroso Ribeiro, que atuava no planejamento e integração das redes.

Até o momento, o governo estadual não anunciou os substitutos para os cargos vagos, o que amplia a expectativa sobre os rumos da política educacional no estado.

Roberta Barreto havia sido indicada para o cargo pelo presidente afastado da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, e deixou a secretaria para se dedicar à pré-campanha eleitoral. Para o seu lugar, foi nomeada a assistente social Luciana Calaça, ex-presidente da Fundação Leão XIII.

A reformulação ocorre em um momento sensível para a rede estadual de ensino, que depende da atuação coordenada entre áreas pedagógicas e administrativas. A ausência de novos anúncios para os postos estratégicos mantém o cenário de indefinição dentro da Secretaria de Educação do RJ, enquanto o governo conduz a reorganização interna da pasta.

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