O governo do Estado do Rio de Janeiro embargou, nesta quarta-feira (24), uma área de 21 hectares desmatada ilegalmente no município de São José de Ubá, no Noroeste Fluminense. A ação faz parte da Operação Mata Atlântica em Pé 2025, que apura crimes ambientais em 14 cidades fluminenses.
Durante a fiscalização, equipes da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) constataram a supressão de vegetação nativa, uso de fogo, movimentação de solo, desvio de curso hídrico e até perfuração de poço artesiano sem licença. Também foram identificados sinais de contaminação de rios por dejetos de criação de animais e a instalação de armadilhas para captura de espécies silvestres. Três máquinas empregadas no desmatamento foram apreendidas.
O proprietário da área recebeu multa de aproximadamente R$ 250 mil, além de autos de suspensão de atividades e de apreensão dos equipamentos.
Uso de tecnologia contra crimes ambientais
Segundo o secretário estadual de Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, o uso de ferramentas digitais tem reforçado o monitoramento. “Adotamos embargos cautelares remotos para todos os alertas recebidos e atuamos de forma integrada com municípios e órgãos parceiros para assegurar o cumprimento da lei da Mata Atlântica”, afirmou.
A operação tem caráter nacional e ocorre em 17 estados que abrigam áreas de Mata Atlântica. No Rio de Janeiro, entre 15 e 26 de setembro, 31 alertas de desmatamento estão sendo verificados com base em imagens de satélite e sistemas de monitoramento ambiental.
Denúncias e participação da sociedade
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que a iniciativa reúne órgãos municipais, estaduais e federais em uma rede de cooperação. Denúncias de crimes ambientais podem ser encaminhadas ao Linha Verde, pelos telefones 0300 253 1177 (interior, custo de ligação local) e (21) 2253-1177 (capital), ou pelo aplicativo “Disque Denúncia Rio”, que permite o envio de fotos e vídeos de forma anônima.
A Operação Mata Atlântica em Pé tem como objetivo central coibir a destruição de um dos biomas mais ameaçados do país, reforçando a importância da preservação da biodiversidade fluminense e da proteção dos recursos hídricos.






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