Governo do Rio e Prefeitura ampliam integração entre ônibus da Baixada e BRT em Irajá

Parceria entre estado e município coloca em operação novas linhas de Nova Iguaçu no Terminal Margaridas para reduzir tempo de viagem até a capital

O Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Rio iniciaram, neste sábado (16), a segunda fase da ampliação da integração tarifária entre ônibus intermunicipais da Baixada Fluminense e o sistema BRT carioca no Terminal Margaridas, em Irajá, na Zona Norte da capital.

A iniciativa é realizada em parceria entre a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana, o Detro-RJ e a administração municipal, com o objetivo de reduzir o tempo médio de deslocamento dos passageiros que viajam diariamente entre a Baixada Fluminense e a cidade do Rio. Atualmente, cerca de 60% dos moradores da região trabalham na capital fluminense.

Novas linhas começam a operar no Terminal Margaridas

Nesta nova etapa, seis linhas com origem em Nova Iguaçu passaram a integrar o sistema. As viagens acontecem diariamente, das 6h às 22h, incluindo finais de semana e feriados.

Desde o início do mês, outras dez linhas de Nova Iguaçu, Mesquita e São João de Meriti já haviam começado a operar no Terminal Margaridas durante a primeira fase da ampliação da integração entre os transportes metropolitanos e municipais.

Segundo o governo estadual, as linhas possuem intervalos médios de 20 minutos e tarifa de R$ 6,70. Somente na primeira semana de funcionamento da integração entre os ônibus da Baixada e o BRT do Rio, mais de 12 mil passageiros utilizaram o sistema.

Passageiros relatam economia e viagens mais rápidas

O passageiro Ubirajara Rosa, de 48 anos, utilizou a integração para sair de Nova Iguaçu em direção a uma consulta médica em Irajá e aprovou o novo modelo de deslocamento.

“Foi a primeira vez que usei essa integração no Terminal Margaridas e gostei muito. Ficou tudo mais rápido e organizado. Essa economia com a tarifa ajuda bastante no bolso”, afirmou.

Para utilizar a integração tarifária, o passageiro precisa embarcar primeiro em uma das linhas intermunicipais com destino ao terminal e, depois, acessar as catracas específicas do BRT Metropolitano Margaridas utilizando o cartão Jaé.

Nesse momento, é cobrado o valor de R$ 5 referente à integração, liberando uma janela de até 20 horas para utilização do sistema. Dentro desse período, o usuário pode seguir viagem pelo BRT até o Terminal Gentileza e embarcar, sem nova cobrança, no VLT ou em linhas municipais da cidade do Rio, tanto na ida quanto na volta. Ao final do trajeto integrado, o custo total das viagens é de R$ 18,40.

Governo destaca integração entre modais

A secretária estadual de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, destacou que a parceria entre estado e município busca tornar o deslocamento mais acessível e eficiente para a população da Baixada Fluminense.

“Essa ampliação representa mais um passo importante na integração entre os sistemas metropolitano e municipal, garantindo ao passageiro deslocamentos mais econômicos e eficientes. Estamos fortalecendo a conexão entre diferentes modos de transporte para tornar mais simples a rotina de milhares de pessoas que se deslocam diariamente entre a Baixada Fluminense e a capital”, declarou.

As novas linhas experimentais atendem diferentes bairros de Nova Iguaçu. Em Miguel Couto, começaram a operar as linhas 790I, via Luiz de Lemos, e 797I, via Ambaí, com embarque na Rua Professora Marli Ferreira de Carvalho.

Já em Austin, entraram em operação as linhas 791I, via Tio Luiz, e 794I, via Cacuia, com partidas na Avenida Doutor Arruda Negreiros. Em Cabuçu, a linha 799I, via Estrada da Palhada, parte da Rua Garanhuns, enquanto a linha 742I sai da Avenida Taguaretinga.

Estudos técnicos definiram novas linhas

De acordo com o técnico-operacional do Detro, Lourenço de Paula, a escolha das novas linhas levou em consideração estudos sobre os principais fluxos de deslocamento entre a Baixada Fluminense e a capital.

“As novas linhas foram escolhidas a partir de estudos técnicos e operacionais, considerando os principais fluxos de deslocamento da Baixada Fluminense para a capital. A expectativa é continuar melhorando a mobilidade”, explicou.

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