O governo do Distrito Federal acionou a Câmara Legislativa (CLDF) em uma tentativa emergencial de reestruturar o Banco de Brasília (BRB). A proposta prevê a utilização de 12 imóveis públicos como garantia para empréstimos, visando recompor o capital da instituição após um prejuízo estimado em R$ 5 bilhões em operações com o Banco Master — liquidado pelo Banco Central (BC) em 2025.
O projeto de lei busca restabelecer a saúde financeira do banco, que é uma sociedade de economia mista controlada pelo governo do Distrito Federal. Entre os ativos oferecidos está o Centro Administrativo do DF, um complexo desocupado há 12 anos que, segundo o governador Ibaneis Rocha, exige investimentos de R$ 1 bilhão para tornar-se funcional.
Em nota, o BRB informou que os ativos passarão por avaliação técnica independente e que ainda não é possível precisar o valor total dos bens, dada a oscilação do mercado.
Sob vigilância rigorosa, a diretoria do BRB mantém reuniões semanais com o Banco Central. O plano de recuperação imposto pelo órgão regulador inclui:
- Corte drástico de custos operacionais;
- Suspensão da abertura de novas agências;
- Redução da área de atuação e alcance do banco.
Apesar da urgência do governo em aprovar a medida ainda esta semana, o projeto enfrenta resistência na câmara, inclusive entre aliados, e não tem previsão de votação.






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