Governo aumenta juros do consignado para 1,8% após reivindicação dos bancos

Instituições financeiras alegavam baixa rentabilidade e haviam suspendido serviço

O Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) aprovou nesta quinta-feira (9) o aumento do teto de juros do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, de 1,66% para 1,8% ao mês. A medida foi adotada após diversos bancos suspenderem a oferta do serviço, alegando baixa rentabilidade.

O teto estava congelado em 1,66% desde junho de 2024, mesmo com a elevação da taxa Selic de 10,5% para 12,25% em setembro. Durante a reunião, representantes dos bancos defenderam um aumento ainda maior, para 1,99% ao mês. No entanto, o governo argumentou que o risco de inadimplência para essa modalidade de crédito é baixo, justificando a fixação de um limite mais moderado.

Segundo Benedito Adalberto Brunca, diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, o crédito consignado do INSS é uma das operações mais seguras para os bancos. Ele destacou que isso permite condições mais vantajosas aos clientes, já que os pagamentos são descontados diretamente da folha.

Apesar da alteração, a rentabilidade dos bancos com o consignado segue reduzida. Dados do setor apontam que o spread médio da modalidade é de apenas 0,51%. Com isso, instituições como Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil suspenderam a oferta por meio de correspondentes bancários, canal mais caro devido às comissões.

O impacto já é perceptível: em dezembro, o volume de concessões atingiu R$ 15,1 bilhões, bem abaixo da média anual de R$ 20,6 bilhões.

Com informações de O Globo

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