A Google Brasil removeu do YouTube vídeos publicados por Jairo Souza Santos, o Coronel Jairo, com ataques a Leniel Borel, pai do menino Henry Borel. A retirada dos conteúdos cumpre decisão da Justiça do Rio, que determinou a exclusão das publicações e proibiu o ex-deputado estadual e coronel reformado da PM de divulgar novas informações falsas ou ofensivas contra Leniel.
Coronel Jairo é pai do ex-vereador Dr. Jairinho, condenado no último dia 4 de junho a mais de 43 anos de prisão pela tortura e morte de Henry. O menino morreu em março de 2021, aos 4 anos, após dar entrada em um hospital da Barra da Tijuca com múltiplas lesões.
A liminar foi assinada na última semana pelo juiz Guilherme de Souza Almeida, da 2ª Vara Cível da Regional de Madureira. A decisão já havia determinado que a Google retirasse os vídeos do ar e que Coronel Jairo deixasse de publicar, reproduzir ou compartilhar conteúdos com acusações contra Leniel, sob pena de multa.
Coronel Jairo ainda não foi citado
Embora o YouTube já tenha cumprido a ordem judicial, Coronel Jairo ainda não foi oficialmente citado no processo. Um oficial de Justiça foi à casa do ex-deputado na última sexta-feira (3), mas uma funcionária informou que ele não estava no local.
Segundo a ação, também não houve confirmação de recebimento da cópia do mandado deixada na residência nem resposta à tentativa de citação enviada por WhatsApp.
Na decisão, a Justiça considerou que as publicações poderiam atingir a honra, a imagem e a reputação de Leniel. O processo foi movido após uma série de vídeos em que o pai de Jairinho fazia ataques ao pai de Henry.
Leniel fala em campanha difamatória
Leniel afirma que as publicações faziam parte de uma tentativa de desqualificá-lo após a morte do filho e durante o processo contra Jairinho.
“Ao mesmo tempo em que buscou protelar o julgamento por cinco anos, o pai do acusado empreendeu campanha difamatória contra o pai da vítima para tentar tornar menos desprezível o crime”, afirmou Leniel.
A condenação de Jairinho ocorreu após um extenso julgamento no Tribunal do Júri. Ele foi sentenciado por homicídio qualificado e tortura pela morte de Henry Borel. A mãe do menino, Monique Medeiros, também foi condenada no mesmo processo, mas recebeu perdão judicial e não cumpre pena.






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