GLOBO minimiza a abertura de hospital de 300 leitos para pacientes com covid no momento mais crítico da pandemia

A Rede Globo está dando curso a uma campanha sistemática contra o governador em exercício Cláudio Castro. A inauguração de um hospital com 300 leitos hoje em Nova Iguaçu, com instalações de primeiro mundo, unidades de terapia intensiva computadorizadas e outros recursos tecnológicos de ponta, foi minimizada. Ao invés de mostrar o potencial da unidade,…

A Rede Globo está dando curso a uma campanha sistemática contra o governador em exercício Cláudio Castro. A inauguração de um hospital com 300 leitos hoje em Nova Iguaçu, com instalações de primeiro mundo, unidades de terapia intensiva computadorizadas e outros recursos tecnológicos de ponta, foi minimizada. Ao invés de mostrar o potencial da unidade, a emissora apresentou uma espécie de editorial travestido de reportagem para criticar a aglomeração verificada na inauguração. Todo o conteúdo substantivo da obra foi ofuscado pela crítica de que a inauguração estaria contrariando decreto do próprio governador.

Observações a respeito das falhas do ato inaugural seriam normais; é papel da imprensa cobrar, denunciar – mas também informar. A GLOBO, contudo, subverteu o bom senso e transformou uma falha do protocolo em algo mais importante do que a informação sobre a abertura imediata de 150 leitos para pacientes com covid no momento mais crítico da pandemia. Era como se isto fosse irrelevante diante do ajuntamento ocorrido.

Também o fato de o hospital ser aberto com 150 leitos, 50% a menos do que o potencial da unidade, foi tratado como algo suspeito e anormal, quando, na verdade, é absolutamente compreensível a ativação gradual de uma máquina hospitalar complexa de 300 leitos. Mesmo o secretário de saúde afirmando que em 10 dias todos os leitos estarão em operação, a GLOBO insistiu num sensacionalismo que pareceria denotar incompetência.

Apontou-se ainda atraso na obra – também verdadeiro – sem, contudo, relativizar o fato aos transtornos ocorridos com o afastamento de Wilson Witzel e de sua equipe do comando da máquina. Ademais, atrasos em obras públicas no Brasil são comuns dada a complexidade burocrática para se cumprir o cipoal de exigências dos órgãos de controle. Witzel quis fazer diferente. Deu no que deu.

Em resumo, as críticas eram procedentes, mas não poderiam ser mais relevantes do que inauguração de uma obra da importância do hospital, que, a partir de hoje, será um instrumento vital para saúde pública dos moradores da Baixada Fluminense, uma área com enormes carências de serviços públicos hospitalares. A mais importante iniciativa do governo do estado nos últimos 20 anos na região foi relegada a réles denuncia de aglomeração. Fez-se assim antijornalismo com padrão GLOBO de qualidade.

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