A Polícia Civil investiga a autoria do ato de vandalismo com mensagens de ódio na sede da Inter TV em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio. As câmeras de segurança flagraram pelo menos uma pessoa pichando o local durante a madrugada desta segunda-feira.
Por volta das 4h38, uma pessoa, aparentemente uma mulher, chega ao local e começa a pichar o portão e as paredes da sede da emissora afiliada a TV Globo. Segundo a Polícia Civil, o crime cometido está consta no Artigo 163, que é destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia, com pena de detenção, que pode variar de um a seis meses, ou multa.
Em nota, a Inter TV disse que “repudia qualquer tipo de ataque e considera que um ataque a um veículo de comunicação é um ataque a toda imprensa e liberdade de imprensa”. A emissora disse ainda que “está empenhada, junto às autoridades, à Polícia Civil, na identificação da pessoa responsável pelo vandalismo”.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas também emitiram um comunicado repudiando os ataques de ódio – através de pichações. A ABI e a FENAJ se solidarizaram com os profissionais e exigiram que o Governo do Estado do Rio de Janeiro, bem como o Ministério Público Estadual, tomem medidas urgentes para que atos criminosos como esse sejam devidamente investigados.
O comunicado diz ainda que “a ABI e a FENAJ entendem que os responsáveis por mais esse ataque a jornalistas e à emissora de TV – logo, à Liberdade de Imprensa como um todo – devem ser identificados e punidos de acordo com a legislação em vigor, para que sirvam de exemplo e desestimulem toda essa campanha de ódio contra os profissionais de comunicação”.
O prefeito de Nova Friburgo, Johnny Maycon, também repudiou o ataque numa rede social.
“Como Chefe do Executivo municipal, repudiamos veementemente essas ações, pois acreditamos firmemente que a violência e o vandalismo nunca serão o caminho adequado para expressar insatisfações, discordâncias ou reivindicações por direitos.”
Em nota, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, Mário Sousa, repudiou o ato e disse que vai pedir apoio das autoridades para apurar o fato.





