A votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para pessoas físicas movimenta o Congresso Nacional nesta quarta-feira (1º). A proposta, uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê isenção total para quem recebe até R$ 5 mil mensais e redução de alíquotas para rendimentos de até R$ 7.350.
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), destacou a relevância da medida em publicação nas redes sociais. “O Brasil está atento hoje à votação na Câmara dos Deputados do projeto de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. É o primeiro passo na direção da justiça tributária em um país marcado historicamente pela desigualdade e pelos privilégios de uma parcela ínfima da população”, escreveu.
Benefícios para a população e cobrança aos mais ricos
De acordo com a ministra, cerca de 16 milhões de pessoas devem ser beneficiadas em 2026, seja ficando totalmente isentas ou pagando menos imposto. Em contrapartida, o projeto prevê a instituição de um tributo mínimo de até 10% para os contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil, classificados como super-ricos.
Para Gleisi, a proposta corrige distorções na atual estrutura tributária. “Não há nada que justifique cobrar até 27,5% dos salários, enquanto lucros, dividendos e rendimentos financeiros pagam em média 2,5% atualmente. Aprovando o projeto apresentado pelo presidente Lula, o Congresso dará sua contribuição para superarmos uma grande injustiça”, afirmou.
Alinhamento político e próximos passos
Na véspera da votação, Lula se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir as prioridades do governo no Legislativo. Entre elas, esteve a proposta de reformulação do Imposto de Renda, considerada estratégica para a agenda econômica e social do Planalto.
Caso seja aprovada pelo plenário da Câmara, a medida seguirá para análise no Senado. O governo avalia que a aprovação do texto será um marco na política de redistribuição de renda e no esforço para reduzir desigualdades históricas no sistema tributário brasileiro.






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