Gilmar Mendes anula provas obtidas pela PF na investigação de pessoas ligadas a Lira na compra de kits de robótica

As provas obtidas pela Polícia Federal na investigação de pessoas ligadas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na compra de kits de robótica foram anuladas hoje pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos do Fundo Nacional de…

As provas obtidas pela Polícia Federal na investigação de pessoas ligadas ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na compra de kits de robótica foram anuladas hoje pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para compra de kits de robótica para escolas de Alagoas.

O ministro atendeu ao parecer pela anulação elaborado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em parecer enviado ao Supremo, a procuradoria afirmou que, devido ao foro privilegiado, o caso deveria ter tramitado na Corte desde o início das investigações, quando documentos apreendidos com um ex-assessor de Lira indicavam supostas citações ao nome do presidente.

Em junho, Mendes também atendeu ao pedido de defesa do presidente e suspendeu os processos oriundos da investigação para analisar se o caso deveria tramitar no Supremo em função do foro privilegiado conferido pela Constituição a parlamentares.

O caso seria analisado a partir desta sexta-feira (11) pelo plenário virtual da Corte, mas foi retirado da pauta colegiada e decidido individualmente por Gilmar Mendes.

De acordo com a PF, as licitações dos kits de robótica eram direcionadas quase sempre para uma única empresa, com valores superfaturados e em quantidade bem superior às necessidades das escolas da rede pública de ensino dessas cidades. Os prejuízos somam mais de R$ 8 milhões. As supostas fraudes ocorriam por meio de emendas parlamentares, entre os anos de 2019 e 2022.

A compra dos kits veio à tona por denúncia feita pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo o jornal, escolas de municípios alagoanos e pernambucanos que nem sequer tinham água ou computadores estariam entre as beneficiadas.

 Com informações da Agência Brasil.

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