O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, rejeitou recurso do vereador Carlos Bolsonaro que, dessa forma, terá que responder na Justiça do Rio a uma queixa-crime por difamação movida em 2020 pelo PSOL, informa Lauro Jardim, em sua coluna no Globo.
O filho de Bolsonaro tentava derrubar decisões de Gilmar e da 2ª Turma da Corte que, anteriormente, já tinham autorizado a denúncia a prosseguir.
O PSOL quer responsabilizar Carluxo criminalmente por ter compartilhado nas redes sociais uma publicação que associava a sigla (e Jean Wyllys, seu ex-filiado) à autoria do atentado à faca sofrido por Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018. O compartilhamento aconteceu em 27 de abril de 2020.
Inicialmente, as duas instâncias do Tribunal de Justiça do Rio decidiram que o filho de Jair Bolsonaro não era culpado. O PSOL, então, recorreu ao Supremo e, sob relatoria de Gilmar, a discussão mudou de rumo.
O entendimento é o de que o Judiciário fluminense analisou apenas parte do conteúdo compartilhado por Carluxo e, agora, vai precisar se decidir após analisar a íntegra do que ele publicou.
Na mensagem em questão, o filho de Jair Bolsonaro escreveu que “o desespero” estaria “batendo na bunda do Piçol” (PSOL), chamou a legenda de “linha auxiliar” do PT e do PSDB e direcionou o público para a leitura de uma publicação feita pelo blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio. Nela, Wyllys foi chamado de “último elo” entre Adélio Bispo, autor da facada, e o PSOL, entre outras inverdades.





