Garrafas de vidro não poderão mais ser vendidas no entorno dos estádios fluminenses

Bebidas só poderão ser comercializadas em outros tipos de materiais

A comercialização de recipientes em vidro no entorno dos estádios de futebol está proibida no Estado do Rio. A determinação está em um projeto de lei que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, em segunda discussão, nesta terça-feira (18/06). 

A medida, que agora segue para análise do governador Cláudio Castro, vale tanto para recipientes de bebidas quanto de produtos. A proibição deve atender a um raio de 400 metros de distância das áreas esportivas. 

O projeto ainda veda a utilização e a distribuição de recipientes de vidro de qualquer natureza, por qualquer pessoa, nas cinco horas que antecedem e que sucedem a partida de futebol. Em caso de descumprimento, poderão ser aplicadas multas de até R$ 216,7 mil.

A proposta foi apresentada em 2023 após a morte da palmeirense Gabriela Anelli. Em julho daquele ano, poucas horas antes da partida entre Palmeiras e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, ela foi atingida por estilhaços de uma garrafa de vidro durante uma confusão nas proximidades do Allianz Parque, na Zona Oeste de São Paulo. A menina ficou internada por dois dias, mas não resistiu aos ferimentos.

“O que se verifica é que as garrafas e outros materiais de vidro acabam funcionando como verdadeiras armas nas mãos de pessoas que vão aos estádios com o intuito de promover brigas e confusões. Por isso, a necessidade urgente de promover essa medida preventiva”, declarou Carlinhos BNH (PP), autor do projeto junto com Índia Armelau (PL).

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