Anthony Garotinho (Republicanos), candidato ao Governo do Rio de Janeiro, prometeu nesta terça-feira (25) reforçar os efetivos das forças de segurança, ampliar a capacitação de policiais e criar uma tropa voltada à ocupação de áreas dominadas pelo crime organizado. As propostas foram apresentadas durante uma caminhada pelo calçadão de Alcântara, em São Gonçalo, na Região Metropolitana.
Acompanhado de aliados e do candidato a vice-governador, o policial militar reformado André Monteiro (Democracia Cristã), Garotinho voltou a colocar a segurança pública no centro de sua campanha. Pelo segundo dia consecutivo, apresentou medidas para enfrentar facções criminosas e milícias.
Mais policiais
Entre as principais promessas está a convocação de candidatos aprovados em concursos públicos para reforçar diferentes áreas da segurança.
“Eu não tenho dúvida que nós vamos ter que chamar todos os concursados da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da antiga Seap”, afirmou Garotinho.
O candidato, no entanto, não informou durante a agenda quantos profissionais seriam convocados nem apresentou uma estimativa de custos para a medida.
Além da ampliação dos efetivos, Garotinho disse que considera necessária uma preparação maior dos agentes antes que sejam colocados nas ruas.
“Além de contratar, temos que ter curso de capacitação. Não pode colocar policial de qualquer maneira como foram colocados, porque aí acaba dando bala perdida pra tudo quanto é lado, mata bandido, mas mata inocente”, declarou.
Garotinho também não detalhou quanto pretende investir nos cursos de capacitação.
Bope 2.0
Outra proposta apresentada pelo candidato é a criação do chamado “Bope 2.0”, descrito por ele como uma tropa de ocupação para atuar em territórios controlados pelo crime organizado.
Segundo Garotinho, a operação não se limitaria à presença policial. A ideia seria combinar a entrada da tropa especializada com ações de investigação da Polícia Civil e programas sociais.
“Nós vamos criar o Bope 2.0, é uma tropa de ocupação, ela ocupa, junto dela entra a Polícia Civil para investigar, levantar onde estão as armas e as drogas, junto deles entra a tropa social com 20 programas sociais pra jovens, pra crianças, pra população e entorno”, afirmou.
O candidato também defendeu a participação das Forças Armadas, principalmente no cerco das áreas durante as operações.
A proposta tem como objetivo, segundo Garotinho, impedir que territórios retomados pelas forças de segurança voltem ao controle de facções criminosas ou milícias.
São Gonçalo no discurso
Durante a caminhada em Alcântara, Garotinho também falou sobre a situação da segurança em São Gonçalo e citou Jardim Catarina e Salgueiro como exemplos de áreas que, segundo relatos mencionados por ele, enfrentam problemas relacionados ao domínio criminoso.
“As pessoas dizem que tem bairros aqui, como o Jardim Catarina e o Salgueiro, onde as pessoas não podem entrar. Eu fico me perguntando, se um candidato quer ser governador e não cuida da cidade dele, como ele pode querer cuidar do estado”, afirmou.







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