O Brasil voltou ao centro do esporte paralímpico mundial com a consagração de Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, eleito o melhor atleta com deficiência no Laureus World Sports Awards 2026, realizado em Madri. Com carisma e domínio técnico, o nadador simboliza uma nova fase para o país após uma década sem vencer na categoria.
A conquista consolida uma temporada de alto nível. Em 2025, Gabrielzinho repetiu o desempenho dos Jogos de Paris no Mundial de natação paralímpica, com três medalhas de ouro — nos 50m e 100m costas e nos 200m livre da classe S2 — além de estabelecer recorde mundial no medley. Mais do que os resultados, chamou atenção o controle nas provas, característica que o elevou a um novo patamar competitivo.
Ao receber o troféu, o brasileiro destacou o significado do reconhecimento. “Esse é um prêmio que significa muito porque quem vota entende o que existe por trás de cada conquista. Não é só resultado, é tudo o que você passa para chegar até aqui”, afirmou. Em seguida, reforçou o papel do esporte paralímpico: “A gente não está só competindo, está quebrando barreiras”.
Protagonismo brasileiro
A vitória também marca a retomada do protagonismo brasileiro na premiação. O último atleta do país a vencer na categoria havia sido Daniel Dias, há dez anos. Referência histórica da natação paralímpica, ele já havia apontado o impacto do sucessor: “Ele não só ganha, ele marca as pessoas”, avaliou recentemente.
Fora das piscinas, Gabrielzinho também se destaca pela conexão com o público. A espontaneidade, evidenciada até na tradicional comemoração com dança após vitórias, ampliou sua visibilidade e ajudou a projetar o esporte paralímpico para novas audiências.
Esse conjunto de fatores — desempenho, carisma e representatividade — explica por que o nadador passou a ocupar um espaço central no movimento paralímpico global, indo além das medalhas e consolidando sua imagem como um dos principais nomes da atualidade.
Outros destaques da premiação
Na mesma edição do Laureus, o tênis dominou as principais categorias. O espanhol Carlos Alcaraz foi eleito o melhor atleta masculino, enquanto Aryna Sabalenka levou o prêmio no feminino, após temporadas marcadas por consistência e conquistas relevantes no circuito internacional.






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