Fux pede sessão extraordinária no STF para definir regras de eleição indireta no Rio

Ministro quer julgamento virtual em até 48 horas enquanto disputa jurídica envolve Alerj, PGR e partidos sobre mandato-tampão estadual

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, solicitou a realização de uma sessão extraordinária para que a Corte defina, com urgência, as regras da eleição indireta que escolherá o governador-tampão do Rio de Janeiro.

Em despacho encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, Fux pediu que o caso seja incluído em julgamento virtual imediato, com duração máxima de 48 horas, sinalizando a necessidade de uma solução rápida diante do impasse político e jurídico instalado no estado.

Liminar alterou regras aprovadas pela Alerj

A controvérsia gira em torno de uma decisão liminar do próprio Fux, que modificou pontos da legislação aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e sancionada pelo ex-governador Cláudio Castro.

Entre as mudanças impostas pelo ministro está a determinação de que a votação seja secreta — e não aberta, como previa a lei estadual — além da exigência de que candidatos ao cargo estejam afastados de funções no Executivo há pelo menos seis meses. A norma original permitia que interessados deixassem seus cargos até 24 horas após a dupla vacância do governo.

PGR defende regras originais

O caso ganhou novos contornos nesta quarta-feira com a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que se posicionou a favor da manutenção das regras aprovadas pela Alerj.

Na prática, o parecer da Procuradoria-Geral da República defende a derrubada da liminar de Fux, permitindo que mais candidatos possam disputar o mandato-tampão, inclusive aqueles que deixaram cargos no Executivo pouco antes do pleito.

Disputa política amplia tensão jurídica

Além da PGR, a própria Alerj e o ex-governador Cláudio Castro apresentaram recursos solicitando a revisão da decisão do ministro. Do outro lado, o PSD sustenta que a legislação estadual favorece a permanência do grupo político de Castro no poder.

A legenda está alinhada ao ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, e argumenta que as regras aprovadas podem interferir diretamente no equilíbrio da disputa eleitoral de outubro. Um dos nomes cotados no cenário é o de Douglas Ruas, ex-secretário do governo estadual.

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