Fugitivos de presídio federal em Mossoró estariam perdidos e perto de cavernas, segundo policiais

A última vez que foram avistados foi próximo a uma plantação de bananas e milho, nas proximidades da Reserva Nacional da Furna Feia, onde as autoridades concentraram seus esforços, cercando completamente a área

Há 18 dias escapando das autoridades, os fugitivos Deibson Cabral Nascimento e Rogério da Silva Mendonça aparentemente se encontram perdidos. Trajetos rastreados pela polícia sugerem que a dupla, após se aproximar da divisa do Rio Grande do Norte com o Ceará, retornou cerca de oito quilômetros em direção à Penitenciária Federal de Mossoró, local de sua prisão, informa a coluna Na Mira, do Metrópoles.

Durante oito dias, os criminosos se esconderam em uma casa isolada em Três Veredas, a cerca de dez quilômetros do centro de Baraúna. Ao invés de se afastarem, optaram por seguir na direção contrária, em direção à penitenciária, na região de Riacho Grande.

A última vez que foram avistados foi próximo a uma plantação de bananas e milho, nas proximidades da Reserva Nacional da Furna Feia, onde as autoridades concentraram seus esforços, cercando completamente a área.

O território, rico em cavernas e propriedades agrícolas, está sob minuciosa vigilância. Veículos são inspecionados rigorosamente em todas as entradas e saídas dos povoados. Um homem em Fortaleza foi detido sob suspeita de auxiliar os fugitivos, elevando para seis o total de detenções desde o início das buscas.

Esse indivíduo, cuja identidade permanece confidencial, é considerado um “parceiro forte” dos fugitivos, levantando a suspeita de que mais pessoas estejam contribuindo para a fuga dos presidiários. Dois dos seis detidos foram pegos em flagrante com drogas e armas, enquanto um terceiro tinha mandado de prisão, detido pela Polícia Federal em Quixabeirinha, Mossoró.

Os criminosos estiveram escondidos no terreno de Ronaildo da Silva Fernandes, um mecânico que, segundo investigações, recebeu R$ 5 mil para abrigá-los. Ronaildo foi preso na última segunda-feira (27).

Cerca de 600 policiais, incluindo 100 da Força Nacional, estão empenhados na operação de busca, utilizando drones e helicópteros. A polícia realiza visitas domiciliares, distribui cartazes com imagens dos fugitivos e oferece uma recompensa de R$ 15 mil por informações precisas sobre o paradeiro dos criminosos.

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