Cerca de 70 mil pessoas ocuparam a avenida Presidente Vargas na manifestação pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro no Rio. O ato começou às 10h no Monumento Zumbi e terminou um pouco antes das 14h na Cinelândia.
Na manifestação, o deputado Marcelo Freixo (PSB), provável candidato ao Governo do Rio, fez um nítido movimento rumo à moderação: trocou o vermelho próprio da esquerda por uma camiseta verde-amarelo, com o símbolo do Flamengo. Em sua fala, disse estar resgatando as cores do Brasil, indevidamente apropriadas pelo bolsonarismo.
- As cores do Brasil não pertencem a nenhum ditador de plantão. O verde e amarelo pertence ao povo brasileiro. Não é o instrumento de nenhuma ditadura. Vamos lutar contra isto – afirmou.
Máscaras também foram distribuídas e pessoas de todas as idades estavam gritavam “Vida, pão, vacina e educação” e “Fora Bolsonaro”. A vacinação, a inflação dos alimentos, o aumento no preço da energia e a CPI estavam entre as pautas citadas.
Marcos Tostes, 72, contou que nunca foi de participar de protesto, mas dessa vez afirmou que não tinha como não vir para as ruas.
Nunca tinha vindo em uma manifestação, as que estão acontecendo agora têm sido a minha primeira experiência. Gostei tanto da última manifestação que vim novamente. Não tem nada de bom nesse governo, tudo de ruim que aconteceu nesse país foi no governo Bolsonaro.
Além dos manifestantes, representantes do PT, PDT, PSOL e PCO marcaram presença. Partidos de centro como Avante e Cidadania também apoiaram o ato.
Presente no ato, a deputada estadual Renata Souza (PSOL) disse que esse é um grito de desespero do povo brasileiro. “O Bolsonaro é tão letal quanto o coronavírus. Ele tem uma gestão absurda, com um governo cheio de corrupção na compra das vacinas. A população não tem direito a comida, a saúde, a educação. A favela do Rio só está tendo acesso a bala de fuzil”, afirmou.
A deputada Benedita da Silva (PT) também compareceu






Deixe um comentário