Fornecedor de armas do CV é preso em Bangu com identidade falsa, diz polícia

Segundo a Polícia Civil, homem de 44 anos era responsável pela logística de envio de armas e drogas do Paraguai para o Complexo do Alemão

Um homem apontado pela Polícia Civil como um dos principais fornecedores de armas e drogas do Comando Vermelho (CV) foi preso nesta quinta-feira (16), em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio de policiais militares do Batalhão Tático de Motociclistas.

Segundo a investigação, Gilvan Firmo Margarida, conhecido como “Nego”, de 44 anos, era responsável pela logística de envio de armas e entorpecentes do Paraguai para o Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense.

Investigação identificou uso de identidade falsa

De acordo com a Polícia Civil, no momento da abordagem, o suspeito apresentou uma identidade falsa, documento que utilizava para ocultar sua verdadeira identidade.

A localização de Gilvan ocorreu após um trabalho de inteligência e monitoramento. As investigações também apontam que ele mantinha contato com fornecedores de armas e drogas no Paraguai e utilizava documentos falsificados para realizar viagens internacionais.

As fraudes foram confirmadas por meio de troca de informações entre a DRE e o Núcleo de Operações da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Polícia aponta tentativa de ocultar mandado de prisão

Ainda segundo a polícia, a investigação revelou que Gilvan teria contratado um hacker para adulterar dados no sistema da Justiça, com o objetivo de esconder um mandado de prisão expedido contra ele.

Após a descoberta da suposta fraude, a DRE comunicou o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que adotou as medidas necessárias para restabelecer as informações corretas no sistema.

Contra o suspeito havia um mandado de prisão por homicídio qualificado. Ele foi encaminhado para os procedimentos legais e deverá passar por audiência de custódia, quando a Justiça decidirá sobre a manutenção da prisão.

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