A Divisão de Elite da Guarda Municipal do Rio — Força Municipal — apresentou, nesta quinta-feira (29), a Sala de Monitoramento e Gestão Operacional, estrutura tecnológica que permitirá o acompanhamento, em tempo real, do patrulhamento realizado pelos agentes nas ruas. O sistema será utilizado especialmente em áreas com maior incidência de roubos e furtos.
A apresentação contou com a presença do diretor-geral da Força Municipal, Brenno Carnevale, do diretor de operações, Rodrigo Salgado, e do corregedor Roberto Leão. O nome time da Força estará nas ruas a partir de março.
O que é a Sala de Monitoramento?
A Sala de Monitoramento e Gestão Operacional funciona no Centro de Operações e Resiliência (COR) e opera 24 horas por dia, sete dias por semana. O espaço reúne sistemas desenvolvidos especificamente para a Força Municipal.
A estrutura vai permitir a supervisão contínua das equipes em campo, com acesso a dados de deslocamento, registro de ocorrências e imagens captadas durante o patrulhamento.

Como o monitoramento será feito?
Entre os recursos utilizados estão câmeras corporais, que serão de uso obrigatório pelos agentes em patrulhamento, e um dispositivo móvel de gestão operacional. Os equipamentos possibilitam comunicação direta entre os agentes e a sala de supervisão, por meio de áudio, além do acesso remoto às imagens em tempo real.
“As câmeras corporais funcionam como proteção para as equipes e também como instrumento de monitoramento do patrulhamento, podendo ser utilizadas como prova em eventuais apurações. Já o dispositivo móvel concentra as informações operacionais necessárias para o trabalho em campo”, afirmou o diretor-geral Brenno Carnevale.
O que os agentes acessam em campo?
Por meio do dispositivo móvel, os agentes recebem as missões diárias, registram ocorrências, produzem relatórios e acionam a Sala de Monitoramento sempre que necessário.
O sistema também permite que os supervisores acompanhem os deslocamentos das equipes durante o serviço. Caso algum agente saia do trajeto previamente definido sem comunicação, o sistema emite um alerta automático para a sala de monitoramento, que pode verificar a situação por meio das câmeras corporais.

Como as ações serão organizadas?
Cada área da cidade contará com um supervisor responsável pelo controle dos Quadros de Missão Dirigida (QMDs), instrumento que organiza as missões diárias. Os quadros incluem objetivos, regiões de atuação, trajetos previstos e orientações de inteligência.
Durante o turno, todas as informações coletadas em campo são registradas no sistema e posteriormente consolidadas em relatórios operacionais.
Para que servirão os dados coletados?
Os dados produzidos durante o patrulhamento serão utilizados para análise contínua das ações, reuniões de acompanhamento e ajustes operacionais. Segundo a Força Municipal, o cruzamento das informações com as manchas criminais permitirá o aprimoramento das estratégias de atuação.
Os sistemas também estarão integrados a outras áreas da Divisão de Elite da Guarda Municipal, como Operações, Recursos Humanos, Ouvidoria, Corregedoria, Inteligência e Academia de Formação.






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