Focos de incêndio explodem na Amazônia após a derrota de Bolsonaro

O número de focos de queimada e de desmatamento na Amazônica aumentou bruscamente no período de 1º a 10 de novembro, imediatamente posterior à derrota de Jair Bolsonaro na eleição presidencial. É o que mostra levantamento realizado e divulgado nesta sexta-feira (11) pela ONG WWF, com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais.…

O número de focos de queimada e de desmatamento na Amazônica aumentou bruscamente no período de 1º a 10 de novembro, imediatamente posterior à derrota de Jair Bolsonaro na eleição presidencial. É o que mostra levantamento realizado e divulgado nesta sexta-feira (11) pela ONG WWF, com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais. No Acre, onde houve proporcionalmente o maior aumento, a média anual de focos nos primeiros 10 dias de novembro saltou de 40 para 882 agora.

O período marca o início da temporada de cortes de verbas orçamentárias do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O IcmBio cancelou, a partir do dia 1º, todas as ações de fiscalização que dependiam de verbas previstas até o dia 15. Em consequência, estão fora do alcance do instituto os municípios onde os fiscais só podem chegar mediante gastos com combustível, alimentação e hospedagem.

Além da falta de dinheiro para a fiscalização, a WWF aponta o resultado da eleição presidencial como provável causa do aumento das queimadas. A ONG lembra que Lula prometeu fortalecer a fiscalização durante seu governo, que assumirá em janeiro.

“Bolsonaro está prestes a sair e há uma sensação, entre os que lucram com a ilegalidade, que a janela de oportunidade está se fechando”, observa Raul do Valle, especialista em políticas públicas do WWF Brasil.

As principais explosões de incêndios florestais após as eleições ocorreram em Rondônia, no Acre, em Mato Grosso e no Amazonas.

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