Flávio Dino quer Forças Armadas longe do TSE: “Se tem assunto que militar não entende no Brasil é eleição”

O Tribunal Superior Eleitoral deveria encerrar a participação das Forças Armadas na comissão que discute a transparência do voto eletrônico. A opinião é de Flávio Dino, ex-governador do Maranhão e pré-candidato ao Senado pelo PSB. A entrevista com ele foi feita por Bernardo Mello Franco, do Globo. Ex-juiz federal, Dino afirma que o convite do…

O Tribunal Superior Eleitoral deveria encerrar a participação das Forças Armadas na comissão que discute a transparência do voto eletrônico. A opinião é de Flávio Dino, ex-governador do Maranhão e pré-candidato ao Senado pelo PSB.

A entrevista com ele foi feita por Bernardo Mello Franco, do Globo.

Ex-juiz federal, Dino afirma que o convite do TSE aos militares foi uma “tentativa de boa-fé” que deu errado.

Em perguntas enviadas ao tribunal, o representante do Exército repetiu o discurso do presidente Jair Bolsonaro, que tem buscado minar a confiança nas urnas.

— Esta é uma questão inventada por Bolsonaro para justificar uma provável derrota em outubro. A Justiça Eleitoral organiza eleições eletrônicas desde 1996, sem nenhum caso de fraude. Não precisamos de chancela militar para realizar eleições no Brasil — afirma Dino.

— Se tem um assunto do qual os militares não entendem no Brasil, é eleição. Quando chegaram ao poder, os militares acabaram com a eleição presidencial — acrescenta o ex-governador.

O golpe de 1964 suspendeu as eleições presidenciais marcadas para o ano seguinte. Os brasileiros só voltariam a escolher o presidente da República pelo voto direto em 1989, após o fim da ditadura militar.

Em ofício divulgado ao TSE nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, afirmou que deseja participar pessoalmente das discussões sobre o voto eletrônico.

Em resposta, o tribunal afirmou que todas as perguntas dos militares “já foram respondidas” e reforçou que não existe uma “sala escura” de apuração dos votos. 

— A nota da Defesa é uma oportunidade que não deve ser perdida pelo TSE — afirma Flávio Dino. 

— Os militares perguntaram, o TSE respondeu, acabou o assunto. Se isso continuar até outubro, vamos viver em tensão permanente até a eleição — argumenta.

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