Flávio Bolsonaro monta equipe jurídica para 2026 e anuncia coordenadores

Pré-candidato do PL escolhe ex-ministra do TSE e advogado da Lava-Jato para coordenar área eleitoral

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) definiu os nomes que vão comandar a estratégia jurídica de sua campanha ao Planalto em 2026. A equipe será liderada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri e pelo criminalista Tracy Reinaldet.

A coordenação eleitoral ficará sob responsabilidade de Bucchianeri, que já atuou como ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela foi nomeada em 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro e deixou a Corte em 2023, após o encerramento do mandato do ministro titular que substituía.

Reinaldet, por sua vez, atua em Curitiba e ganhou notoriedade nacional por sua participação em acordos de colaboração premiada no âmbito da Operação Lava-Jato. Na campanha de Flávio, ele será responsável por centralizar demandas jurídicas e coordenar respostas estratégicas.

Trajetória no TSE e atuação política

Maria Claudia Bucchianeri teve apoio do deputado Arthur Lira (PP) e da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure) para chegar ao TSE. Antes disso, foi assessora-chefe da presidência da Corte na gestão do ministro Ayres Britto.

Ao longo da carreira, atuou em casos de destaque no cenário político nacional. Em 2020, trabalhou na campanha de Lira à presidência da Câmara dos Deputados e, quando era advogada do PSC, defendeu o então governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em 2018, Bucchianeri representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no TSE em uma ação para garantir o registro de candidatura à Presidência, quando ele estava inelegível. A atuação em diferentes espectros políticos é vista por aliados como indicativo de perfil técnico.

Lava-Jato e decisões recentes da Justiça Eleitoral

Tracy Reinaldet ganhou projeção durante a Lava-Jato ao firmar acordos de delação premiada com nomes como o doleiro Alberto Youssef e o ex-ministro Antonio Palocci. A experiência em negociações complexas é considerada estratégica para o período eleitoral.

Na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, ele também terá a missão de orientar diretórios estaduais do PL e alinhar a comunicação jurídica com a imprensa.

Recentemente, decisões da Justiça Eleitoral impactaram a estratégia do senador. No mês passado, foi determinada a retirada de publicação que associava Flávio ao escândalo do Banco Master. Em outra frente, a Justiça suspendeu ordem que obrigava a exclusão de postagem na rede social X em que o pré-candidato classificava o Partido dos Trabalhadores (PT) como “Partido dos Traficantes”.

A decisão que manteve a publicação foi assinada pelo desembargador Eustáquio de Castro, que entendeu não haver comprovação de prejuízo efetivo decorrente da postagem, revertendo tutela de urgência anteriormente concedida ao partido.

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