O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) procurou pôr panos quentes na irritação que tomou conta dos meios bolsonaristas com a troca de afagos entre o presidente Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Os dois já haviam se encontrado no Palácio do Planalto esta semana (com o Palácio do Planalto divulgando a foto do aperto de mão entre eles). Nesta sexta-feira (2), a dupla também participou de ato em Santos, onde Lula disse que sua relação com Tarcísio representa um “ato civilizatório”.
— A situação foi protocolar, como deve ser — afirmou Flávio à colunista Bela Megale, de O Globo.
— Triste era quando Bolsonaro estava na Presidência da República, ia a um Estado governado pelo PT e proibiam até a PM de dar o suporte para sua segurança. Uma irresponsabilidade — falou.
Flávio também fez uma provocação e afirmou que “elogiar ministros de Bolsonaro é fácil, difícil é elogiar ministros de Lula”.
— Lula deve ter uma inveja danada de o Tarcísio ser Bolsonaro — disse o senador.
A reação vai na contramão do que pensam outros parlamentares bolsonaristas. Como informou a coluna, eles criticaram fortemente os gestos de Tarcísio para Lula, ocorridos quatro dias após a casa de ex-presidente, em Angra dos Reis, e seu filho Carlos Bolsonaro serem alvos de uma operação policial.
— Vamos deixar esse legado trabalhando juntos. Muito obrigado pela parceria, presidente Lula — disse Tarcísio.
— O Tarcísio trabalhou no Dnit, trabalhou fazendo o gasoduto Coari-Manaus, quando eu era presidente. Eu encontrei o Tarcísio em Coari, no meio da Amazônia, trabalhando no gasoduto. Depois, o Tarcísio trabalhou com a Dilma Rousseff. Depois, eu estranhei que ele foi trabalhar com o Bolsonaro. Mas paciência, é uma opção dele. E depois ele ganhou, de nós, as eleições. O que eu vou lamentar? Tenho que parabenizar e preparar para derrotar vocês nas próximas eleições — disse Lula.
LEIA MAIS





