O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), ligou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante ato de 7 de Setembro realizado nesta segunda-feira (7) na Avenida Paulista, em São Paulo. Flávio afirmou que a eleição representará, segundo ele, uma escolha que também envolve a atuação do magistrado.
“Quem vota em Lula, vota em Alexandre de Moraes. Nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandres de Moraes para o Supremo Tribunal Federal”, disse o senador, em seu discurso.
Flávio fala em “consórcio” entre Lula e Moraes
O candidato do PL afirmou ainda que existe um “consórcio” entre Lula e Moraes e declarou que pretende trabalhar para “resgatar a credibilidade” do STF caso seja eleito. Sem apresentar detalhes, também disse que “vão tentar mais uma vez interferir nas eleições”, sem especificar a quem se referia.
Antes de Flávio, os demais oradores, assim como os manifestantes na Paulista, atacaram Moraes e pediram sua saída do STF. Já o ministro André Mendonça, que quebrou o sigilo das mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes, foi exaltado. Um dos bonecos levados ao ato mostrava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segurando o presidente Lula com um uniforme de presidiário.
Discurso relembrou facada contra Jair Bolsonaro
Flávio começou a fala relembrando a facada sofrida por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. Ele classificou os atos de 8 de Janeiro como uma grande “farsa” e afirmou que seu pai “levou uma segunda facada ao ser condenado por um crime que não cometeu”.
O senador também comparou a atual situação política ao episódio de 2018 e citou suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ao mencionar a mudança do filho do presidente para a Espanha, perguntou: “Quem tá bancando o Lulinha?”
Caso Master também afeta campanha de Flávio
O ato foi impulsionado por bolsonaristas após a divulgação de mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ao mesmo tempo, Flávio enfrenta desgastes políticos relacionados ao caso.
Em maio, foi revelado que o senador pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O episódio é investigado pela Polícia Federal. Flávio nega irregularidades e não apresentou documentos que comprovem o destino dos valores.
Aliados e candidatos participaram do ato
Flávio chegou à Avenida Paulista por volta das 15h. Entre os aliados presentes estavam os deputados Marco Feliciano e Sóstenes Cavalcante, o ex-deputado Deltan Dallagnol, o senador Sergio Moro e o pastor Silas Malafaia.
Manifestantes levaram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, além de fotos de condenados pelos atos de 8 de Janeiro, tratados pelos participantes como presos políticos. O evento também foi usado como plataforma de campanha por candidatos a deputado, com partidos distribuindo material eleitoral.





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