O nome do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, passou a ocupar o centro de uma nova controvérsia política e midiática após surgir como produtor executivo do filme “Dark Horse” na plataforma IMDb, um dos principais bancos de dados sobre cinema e televisão do mundo. A informação ganhou repercussão depois da divulgação de um áudio pelo site Intercept, no qual o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobra pagamentos relacionados à produção do longa inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A presença de Vorcaro na página oficial do filme no IMDb intensificou o debate porque o deputado federal Mario Frias (PL), produtor e roteirista da obra, negou posteriormente qualquer participação financeira do banqueiro no projeto.
O caso passou a expor divergências públicas entre integrantes ligados à produção do filme e aliados políticos do ex-presidente.
Entenda a controvérsia
No IMDb, Daniel Vorcaro aparece listado ao lado de Mario Frias e da produtora Karina da Gama, da Go Up Entertainment, como produtor executivo de “Dark Horse”. A plataforma permite que usuários cadastrados, especialmente contas profissionais pagas, façam alterações e incluam informações relacionadas às produções audiovisuais.
Até o momento, não há confirmação pública sobre quem inseriu o nome do banqueiro na página do longa nem em qual data a alteração foi realizada.
Procurada, a produtora afirmou não ter qualquer relação com a inclusão do nome de Vorcaro na plataforma.
A repercussão cresceu após a divulgação do áudio em que Flávio Bolsonaro menciona cobranças referentes a parcelas de um contrato ligado à produção do filme.
Versão de Flávio Bolsonaro
Após o caso ganhar repercussão nacional, Flávio Bolsonaro divulgou nota e vídeo nas redes sociais afirmando que Daniel Vorcaro havia firmado contrato para financiar o longa.
Segundo o senador, o banqueiro teria interrompido os pagamentos previstos, o que colocou em risco a continuidade da produção.
“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não tinha absolutamente nenhuma acusação contra ele. O que acontece é que, com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato, que ele ao não pagar as parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído. Em função disso, procuramos outros investidores para concluir esse filme”, declarou Flávio.
A fala acabou ampliando ainda mais o debate sobre a origem dos recursos privados destinados à produção cinematográfica.
Mario Frias rebate
Horas depois das declarações do senador, Mario Frias publicou uma nota em suas redes sociais negando qualquer participação financeira de Vorcaro em “Dark Horse”.
O deputado afirmou que “não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse” e acrescentou que Flávio Bolsonaro não possui ligação direta com a produção do longa.
IMDb amplia repercussão
A inclusão do nome de Daniel Vorcaro no IMDb adicionou um novo elemento à crise de versões envolvendo o filme. Como a plataforma é amplamente utilizada pela indústria audiovisual para catalogar produções, o registro passou a ser usado como argumento por usuários nas redes sociais e por críticos envolvidos no debate.
Além disso, o episódio ocorre em meio ao aumento da exposição pública de Vorcaro, que recentemente também passou a ser citado em discussões envolvendo o Banco Master e figuras do entorno político bolsonarista.
Segundo informações publicadas pela colunista Malu Gaspar, de O GLOBO, Vorcaro teria repassado cerca de R$ 62 milhões para a produção. A informação, porém, foi posteriormente contestada por Mario Frias.
Apesar disso, a divulgação de informações conflitantes sobre financiamento, contratos e participação de empresários passou a gerar desgaste nos bastidores políticos ligados ao projeto.
Até agora, não foram divulgados detalhes completos sobre contratos, investidores ou estrutura financeira da produção.






Deixe um comentário