Em entrevista ao jornal O Globo, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que se o vice Cláudio Castro assumir o comando do estado por conta da eventual aprovação do impeachment de Wilson Witzel haverá a retomada do diálogo entre os governos federal e estadual. “Sem dúvida, se o (vice-governador) Cláudio Castro assumir, o diálogo vai ser muito mais leve. Até porque hoje existe o não-diálogo com o governador Wilson Witzel”.
Após dizer que não tem o direito de opinar sobre o desfecho do processo em curso na Alerj, Flávio reafirmou que se sentiu traído por Wilson Witzel que, tão logo assumiu o governo, se lançou em campanha pela Presidência da República.
“Não tenho direito de ter preferência, mas conversas no meio político dão conta de que os desvios na Saúde aconteciam de uma forma desenfreada. Ele (Witzel) me usou para ser governador e depois virou as costas. Me senti traído quando ele, logo depois de eleito, já falava que seria o próximo presidente da República em 2022. Enganou, inclusive, os eleitores do Rio que acreditaram que teriam um governo 100% alinhado com Bolsonaro. Tenho certeza de que grande parte da população está arrependida. Sem dúvida, se o (vice-governador) Cláudio Castro assumir, o diálogo vai ser muito mais leve. Até porque hoje existe o não-diálogo com o governador Wilson Witzel.”
Sobre as eleições municipais, disse que o presidente Jair Bolsonaro não deve participar diretamente da campanha de Marcelo Crivella, mantendo-se neutro.
“Minha postura vai ser a que o presidente Bolsonaro mandar. Como o governo federal ajudou muito o Rio na pandemia, pode ser que o prefeito Marcelo Crivella explore essa proximidade e capitalize isso politicamente. Mas o presidente já falou que a postura dele vai ser se manter neutro no primeiro turno do Rio.”






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