O avanço de Flávio Bolsonaro entre eleitores jovens e evangélicos passou a preocupar a equipe política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação ganhou força após a divulgação da mais recente pesquisa BTG/Nexus, que apontou crescimento do senador nesses dois segmentos considerados estratégicos para a eleição presidencial de 2026.
Nos bastidores do Partido dos Trabalhadores, dirigentes acompanham os números com atenção e discutem possíveis ajustes na estratégia de comunicação para tentar conter o avanço do adversário. O levantamento considera como jovens os eleitores com idade entre 16 e 24 anos, faixa na qual Flávio voltou a ampliar sua presença.
Pesquisa mostra disputa mais equilibrada
No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34%. Em comparação com a pesquisa anterior, o presidente perdeu dois pontos percentuais, enquanto o senador manteve o mesmo índice.
Já em uma eventual disputa de segundo turno, os números indicam um cenário de empate técnico. Lula alcança 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, repetindo praticamente os resultados do levantamento anterior e sinalizando uma disputa mais acirrada.
Campanha do PT avalia impacto da comunicação
Outro fator que gerou preocupação entre integrantes do PT foi a avaliação do governo federal. A expectativa da legenda era de que a campanha institucional lançada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) em junho tivesse produzido um efeito mais significativo na percepção da população.
No entanto, a melhora esperada não foi observada de forma consistente nos indicadores de aprovação do governo, levando aliados a discutirem os motivos para o desempenho abaixo das expectativas.
Copa do Mundo entra nas análises internas
Entre as hipóteses levantadas por integrantes do partido está a influência da Copa do Mundo sobre o comportamento do eleitorado. A avaliação é de que o torneio esportivo pode ter reduzido a atenção do público às campanhas publicitárias promovidas pelo governo durante o período.
Caso as próximas pesquisas confirmem o crescimento de Flávio Bolsonaro entre jovens e evangélicos, a tendência é que a campanha de Lula reformule parte de sua estratégia para fortalecer a comunicação com esses públicos, considerados fundamentais para o desempenho eleitoral na corrida presidencial de 2026.






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