Flávia Alessandra alerta sobre sintomas da menopausa após diagnóstico de síndrome rara

Aos 51 anos, atriz compartilha experiência com a síndrome do ombro congelado e defende que falar sobre menopausa é um ato político

A atriz Flávia Alessandra, de 51 anos, abriu o coração sobre os desafios que enfrentou ao entrar na menopausa. Em entrevista à revista Ela, do jornal O Globo, ela contou que os primeiros sinais surgiram logo após completar 50 anos, quando começou a sofrer com insônia e uma forte dor no ombro. Inicialmente, acreditava que o incômodo fosse resultado do costeiro usado durante o desfile de Carnaval como musa do Salgueiro. No entanto, o diagnóstico revelou outra causa: síndrome do ombro congelado, condição associada à menopausa.

A importância de falar sobre menopausa
Flávia destacou o quanto esse episódio a fez perceber a falta de informação sobre o tema. “Achamos que menopausa é só ‘calor’, mas o corpo muda de tantas formas… Desde então, passei a estudar, ler muito, conversar com médicas e outras mulheres. E percebi que falar sobre isso é quase um ato político. A gente precisa tirar o peso e o silêncio dessa fase”, afirmou.

Mudança de hábitos e escuta do corpo
A atriz explicou que o processo a fez repensar sua rotina e ouvir melhor os sinais do próprio corpo. “Antes, eu empurrava tudo com a agenda cheia e achava normal viver cansada. Quando os sintomas começaram, de formas tão inusitadas, percebi que meu corpo estava pedindo atenção. Hoje, respeito meus limites e ajusto meu ritmo”, contou.

O que é a síndrome do ombro congelado
A síndrome do ombro congelado, ou capsulite adesiva, é uma condição caracterizada por rigidez e dor progressiva na articulação do ombro, que pode limitar severamente os movimentos do braço. O problema ocorre quando a cápsula que envolve a articulação inflama e endurece, dificultando a mobilidade.

Além das alterações hormonais típicas da menopausa, a síndrome pode estar relacionada a imobilização prolongada, diabetes ou cirurgias prévias. O tratamento costuma envolver fisioterapia, uso de anti-inflamatórios e, em casos mais graves, infiltrações ou cirurgia para liberar a cápsula articular.

Com o relato, Flávia Alessandra reforça a importância de informação, autocuidado e diálogo sobre temas ligados à saúde feminina — especialmente aqueles que ainda enfrentam tabus, como a menopausa.

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