Ignorância sobre direito, vigarice pura e simples ou má-fé: uma dessas motivações, talvez mais de uma, pode explicar a reação furiosa do ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro Sérgio Moro à dedisão do Ministério Público Eleitoral de investigar possível fraude cometida por ele para “tornar-se” paulista, agora que, sem espaço político para ser presidenciável, virou candidato a algum cargo por São Paulo.
Moro foi desmascarado por gravações que comprovam os abusos que cometeu como “chefe” indevido da Lava Jato, posteriormente foi desmoralizado por ter assumido para si julgamentos de supostos crimes ocorridos fora de sua jusridição e, finalmente, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por suspeição e ilegalidades cometidas contra o réu Luiz Inácio Lula da Silva, que por causa disso, foi inocentado de todas as condenações que sofreu e teve todas as suas sentenças anuladas.
Ainda assim, ao se defender da fraude cometida para mudar de domicílio eleitoral de Curitiba para São Paulo, voltou a atacar pessoalmente Lula, como se ele não tivesse vencido a batalha por sua inocência.
Leia a notícia do Brasil247 e o Twitter do ex-governador Flávio Dino:
O ex-juiz Sérgio Moro, condenado por parcialidade pelo Supremo Tribunal Federal nos processos contra o ex-presidente Lula na Lava Jato, reagiu à decisão do Ministério Público Eleitoral, ontem (16), de investigar se ele e a esposa Rosângela Moro cometeram crime eleitoral na transferência de seu domicílio do Paraná para São Paulo.
Pelo Twitter, o ex-juiz, que está escanteado pela classe política e luta para sobreviver e disputar algum cargo ao Congresso, lançou suspeição sobre o Ministério Público. “É estranho esse questionamento enquanto a candidatura de um condenado em 3 instâncias seja tratada com naturalidade”, disse o ex-juiz, numa referência ao ex-presidente Lula, que provou no Supremo Tribunal Federal e no Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas que foi vítima de perseguição política.
De acordo com o despacho, ao qual o Brasil 247 teve acesso, o promotor eleitoral Reynaldo Mapelli Júnior alega que as explicações apresentadas por Moro e sua mulher “não convencem, impondo-se a necessidade de aprofundamento das investigações para melhor compreensão dos fatos” e solicitou que o casal preste depoimento.
“Pelo menos nesta fase investigatória, quando ainda não foram ouvidas testemunhas e colhidos eventuais elementos comprobatórios complementares, não se pode aceitar o fraco argumento de Sergio Moro de que tem vínculo com a cidade de São Paulo porque recebeu honrarias. Ou que foi contratado pela empresa Alvarez & Marsal — trata-se de empresa para qual prestou serviços por curto período nos Estados Unidos, que tem sede em Nova York, sendo irrelevante por óbvio que tenha um escritório na cidade de São Paulo”, escreve o promotor.
Twitter de Flávio Dino:







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