O advogado Erick Wilson Pereira (foto), filho do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Emmanoel Pereira, virou réu por suposta compra de voto no TRE do Rio Grande do Norte, diz o Estadão. O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça, mandou reabrir ação penal contra o advogado, após sucessivos arquivamentos.
Erick é um dos candidatos a uma vaga de ministro substituto no TSE. Se aprovado para o tribunal será a primeira vez que um ministro réu por acusação de corrupção ativa na Justiça Eleitoral atuará na Corte.
O caso teve origem na Operação Balcão, da Polícia Federal, deflagrada em 8 de maio de 2019. Em delação, Gilson Dias, ex-prefeito de Francisco Dantas, ele acusou Erick de ter participado de um suposto esquema de compra de votos no tribunal para garantir a candidatura de sua mulher, Maria Aparecida Araújo.
Gilson estava cassado, e a candidatura de Maria Aparecida, indeferida sob suspeita de irregularidades. O valor do voto, segundo Gilson, foi de R$ 150 mil.
Schietti acolheu recurso da PGR contra a decisão do TRF-5, que havia mandado trancar a ação.
Para Schietti, “o material descrito na denúncia evidencia que as imputações do Ministério Público não são meramente especulativas”.
O advogado de Erick Nabor Bulhões recorreu da decisão de Schietti nesta terça-feira (19/04) e negou as acusações, dizendo que houve manifesto equívoco do ministro do STJ por não submeter o caso à 6ª Turma do tribunal. O ministro não quis se manifestar.
* Com informações do jornal Estado de São Paulo e site Antagonista






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