Em ao menos 13 capitais brasileiras, os cidadãos aguardam mais de um mês para obter consultas médicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O maior tempo de espera registrado é em Cuiabá, onde os pacientes precisam esperar, em média, 197 dias para uma consulta e 168 dias para cirurgias eletivas.
Essas longas filas tornaram-se tema central nas campanhas eleitorais para as prefeituras este ano, com candidatos prometendo soluções para reduzir os atrasos.
Em Cuiabá, os candidatos à prefeitura criticam a gestão atual do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), propondo medidas para melhorar o sistema de saúde. Eduardo Botelho (União Brasil) sugeriu a criação de policlínicas e o fortalecimento da saúde da família.
Já Lúdio Cabral (PT) tem se apresentado como o “prefeito da saúde”, prometendo acabar com a espera por atendimentos médicos. A crise na saúde da cidade chegou a tal ponto que, em 2022, o governo do estado interveio no município.
São Paulo, outra capital com foco nas promessas eleitorais, registrou um tempo médio de 107 dias para consultas e 160 dias para cirurgias. Candidatos como Ricardo Nunes (MDB) e Tabata Amaral (PSB) comprometem-se a reduzir as filas, enquanto José Luiz Datena (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) prometem eliminá-las completamente.
No Rio de Janeiro, Tarcísio Motta (PSOL) sugere a contratação de mais especialistas para reduzir a fila do Sisreg, e Alexandre Ramagem (PL) propõe diminuir a fila em 80%, com turnos extras nas unidades de saúde.
Especialistas, como o cientista político Geraldo Tadeu, da UFRJ, observam que a saúde pública é um fator decisivo nas eleições. As longas filas são o símbolo mais evidente das falhas no sistema e alimentam promessas de campanha que buscam vender esperança, mesmo que as soluções sejam complexas.
Com informações de O Globo





