O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), já se prepara para enfrentar uma estratégia recorrente de adversários durante a campanha eleitoral: a associação de sua imagem ao aumento de impostos, sintetizada no apelido “Taxad”. A principal disputa deve ocorrer contra o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto.
Nos bastidores, aliados de Haddad avaliam que a vinculação do ex-ministro da Fazenda à pauta da taxação pode ser revertida em ativo político. A estratégia é enfatizar a chamada “justiça tributária”, com foco na cobrança de impostos sobre super-ricos, instituições financeiras e plataformas de apostas — modelo que ficou conhecido como “taxação BBB”.
A equipe do petista considera que medidas adotadas durante sua gestão na Fazenda, como a tributação de apostas esportivas, fundos exclusivos e rendimentos no exterior, ajudaram a melhorar sua imagem junto a parte do eleitorado, apesar de críticas relacionadas à chamada “taxa das blusinhas”, que gerou desgaste.
Inspiração em prefeito de NY
No cenário internacional, propostas semelhantes têm servido de inspiração para campanhas de esquerda. Em Nova York, por exemplo, o prefeito Zohran Mandami defendeu o aumento de impostos sobre imóveis de alto valor, reforçando o discurso de redistribuição de renda.
Apesar disso, levantamentos recentes indicam um cenário desafiador para Haddad. Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas aponta vantagem de Tarcísio de Freitas já no primeiro turno. Em uma eventual segunda rodada, o governador ampliaria a diferença. Outros levantamentos, porém, mostram uma disputa mais equilibrada, sinalizando que o cenário eleitoral ainda está em aberto.
A pré-campanha deve se intensificar nas próximas semanas, com a expectativa de que temas econômicos, especialmente a política tributária, ocupem papel central no debate entre os candidatos.






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