Felipe Curi nega relação entre número de campanha e mortos em megaoperação; vídeo

Candidato a deputado federal classificou associação do 1122 às mortes no Alemão e na Penha como maquiavélica e afirmou que responsável pela acusação responderá na Justiça

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

O delegado Felipe Curi, candidato a deputado federal, negou nesta segunda-feira (17) que a escolha do número 1122 para a disputa eleitoral tenha qualquer relação com o número de mortos na megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha durante sua gestão à frente da Secretaria de Estado de Polícia Civil.

Questionado pela Agenda do Poder durante o lançamento de sua candidatura, Curi reagiu duramente à associação entre o número eleitoral e o resultado da operação. Segundo ele, a interpretação foi feita “com extrema maldade” por uma pessoa contra quem afirma já ter tomado medidas judiciais.

“Isso é uma grande ilação que uma determinada pessoa, que a gente sabe quem fez, com extrema maldade. Inclusive, eu estou processando essa pessoa. Não tem nada a ver com isso”, declarou.

Curi cita policiais mortos

O delegado afirmou que jamais usaria eleitoralmente a morte dos cinco policiais que perderam a vida na operação. Ao comentar o episódio, Curi classificou os agentes como “verdadeiros heróis” e defendeu que eles sejam tratados com respeito.

“Eu jamais utilizaria os cinco policiais que morreram dando a vida para proteger a sociedade, para proteger a população, numa questão de um número para uma questão eleitoral”, afirmou.

Na sequência, Curi disse que, segundo sua contabilização, “foram 117 marginais narcoterroristas” mortos durante confrontos com as forças de segurança e cinco policiais.

“Esses cinco policiais que morreram, esses sim, são verdadeiros heróis e merecem toda honra, toda glória e todo respeito de todos nós”, acrescentou.

Candidato explica escolha do 1122

Felipe Curi também apresentou sua versão para a origem do número. Segundo o delegado, o 11 corresponde ao número de seu partido, enquanto o 22 estava disponível e permitiria uma combinação eleitoral com o delegado Bernardo, candidato que utiliza o número 11222.

Curi lembrou que Bernardo perdeu uma perna em uma operação policial e argumentou que o próprio aliado jamais concordaria com uma associação eleitoral às mortes ocorridas no Alemão e na Penha.

“Isso é uma mente maquiavélica. Isso foi uma afirmação canalha dessa pessoa e ela vai responder na Justiça por isso”, disse.

A declaração ocorreu durante o ato de lançamento da candidatura de Felipe Curi a deputado federal, realizado nesta segunda-feira.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo