O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, completou um mês de portas fechadas nesta segunda-feira (3), após sofrer danos severos provocados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. De acordo com o governo federal, a previsão é que o aeroporto reabra suas operações apenas no Natal.
Desde o início dos temporais e inundações em 29 de abril, o Rio Grande do Sul contabiliza 172 mortes, além de 42 pessoas ainda desaparecidas, conforme o último boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado às 9h desta segunda-feira.
Uma nova vistoria no aeroporto está em andamento nesta segunda-feira, com a participação de representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Fraport e do Governo Federal. Durante a inspeção, constatou-se a necessidade de reparos na rede elétrica e reformas na pista, que sofreu danos significativos. Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o asfalto da pista está deteriorado.
Antes do fechamento, o Aeroporto Salgado Filho registrava uma média de 142 voos diários, tanto nacionais quanto internacionais. Desde então, mais de 4,2 mil voos foram cancelados, deixando o Rio Grande do Sul sem voos internacionais, já que este é o único aeroporto no estado com autorização para tais operações.
Embora algumas áreas do aeroporto tenham sido drenadas com a ajuda de arrozeiros locais utilizando bombas de irrigação, os danos persistem, exigindo um investimento considerável em limpeza e reformas. O ministro de Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, anunciou que a Fraport receberá financiamento para cobrir os serviços de reparo, que não estavam previstos no contrato de concessão.
Com o Aeroporto Internacional Salgado Filho fechado, o número de voos diários para entrar e sair do Rio Grande do Sul diminuiu, sendo a Base Aérea de Canoas responsável por voos emergenciais. O Ministério dos Portos e Aeroportos informou que o número de voos comerciais na Base Aérea de Canoas dobrará a partir de 10 de junho, passando de 35 para 70 por semana, com uma média de 10 voos diários.
Com informações do g1





