Amigos, familiares e colegas de profissão se reuniram nesta quarta-feira (23) para se despedir do jornalista e escritor Zuenir Ventura, que morreu aos 95 anos em decorrência de uma pneumonia na tarde de ontem. O corpo foi velado na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro do Rio.
Durante a cerimônia, o caixão de Zuenir foi coberto por uma bandeira do Fluminense, que era torcedor do clube. Entre os presentes, estavam os jornalistas Miriam Leitão e Ancelmo Gois, colegas de Zuenir ao longo de décadas de carreira. A filha do jornalista, Elisa Ventura também acompanhou a despedida.
Em homenagem ao jornalista, o presidente da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira disse que Zuenir era educado, mas com firmeza. “Zuenir era um ser humano especial. Ele era generoso, gentil, educado, mas sabia ser firme quando precisava. Foi um jornalista completo, professor e também aluno, que a Academia Brasileira de Direito teve o prazer e a honra de receber com unanimidade. É uma perda humana e intelectual muito grande que vai fazer falta e não será recolocada”, lamentou.
Zuenir morreu em casa, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma pneumonia. A Academia Brasileira de Letras informou que, após o velório, o jornalista será enterrado no mausoléu da instituição, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio.
Carreira
Nascido em Além Paraíba, em Minas Gerais, Zuenir Ventura construiu uma carreira de mais de seis décadas no jornalismo. Passou por veículos como Correio da Manhã, O Cruzeiro, Visão, Veja, IstoÉ, Jornal do Brasil e O Globo. Entre os livros mais conhecidos estão 1968: O Ano que Não Terminou e Cidade Partida. Zuenir também recebeu os prêmios Esso e Vladimir Herzog por trabalhos de reportagem.
O jornalista ingressou na Academia Brasileira de Letras em 2014, como sucessor de Ariano Suassuna e ocupava a cadeira 32.







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