Família perde contato com carioca detido pelo ICE nos EUA

Parentes do carioca Matheus Silveira, detido por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), relataram dificuldades para localizar o jovem após sucessivas transferências entre centros de detenção, sem comunicação oficial às autoridades consulares ou à família. Matheus foi preso durante uma entrevista para obtenção do green card, em San…

Parentes do carioca Matheus Silveira, detido por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), relataram dificuldades para localizar o jovem após sucessivas transferências entre centros de detenção, sem comunicação oficial às autoridades consulares ou à família.

Matheus foi preso durante uma entrevista para obtenção do green card, em San Diego, na Califórnia, e está sob custódia há cerca de dois meses. Nesta segunda-feira (26), familiares afirmaram que o nome dele deixou de constar nos sistemas de acompanhamento da imigração americana.

A última conversa entre Matheus e a esposa, a americana Hannah Silveira, ocorreu na noite de domingo (25). Desde então, o contato foi interrompido.

Na noite de segunda-feira, a advogada da família conseguiu confirmar que Matheus havia sido transferido de ônibus para El Paso, no Texas. A previsão é que ele seja encaminhado nesta terça-feira (27) para a Louisiana, onde deve aguardar um voo de deportação.

Família contesta procedimento

A família contesta o procedimento dos agentes do ICE. Segundo o pai de Matheus, a Justiça autorizou a saída voluntária do brasileiro, o que garantiria o direito de retornar ao país em voo comercial. Parentes buscam apoio do consulado brasileiro para assegurar o cumprimento dessa decisão.

Hannah, QUE serviu ao Exército dos EUA, afirmou que decidiu se mudar para o Brasil após a liberação do marido, por não se sentir mais segura no país. Ela relata que Matheus enfrenta condições precárias de detenção, com superlotação, alimentação insuficiente e perda de peso.

Matheus assinou recentemente o termo de autodeportação, que o impede de retornar aos Estados Unidos por dez anos. A família agora aguarda a chegada do brasileiro ao Brasil e cobra rapidez no processo, além do respeito aos direitos garantidos pela decisão judicial.

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