Família de 7 pessoas soterrada em Paraty dormia toda num mesmo cômodo

A casa que hoje virou terra era apenas quatro paredes e uma lona. No primeiro espaço dormiam Lucimar, 36, Lucimara, 17, Luciano, 15, Dorqueu, 12, Jasmin, 10, Iasmim, 8, Estevão, 6, e João, 2. No segundo, ao ar livre, ficava o fogão à lenha. Ao lado, o mato servia de banheiro. A reportagem é da…

A casa que hoje virou terra era apenas quatro paredes e uma lona. No primeiro espaço dormiam Lucimar, 36, Lucimara, 17, Luciano, 15, Dorqueu, 12, Jasmin, 10, Iasmim, 8, Estevão, 6, e João, 2. No segundo, ao ar livre, ficava o fogão à lenha. Ao lado, o mato servia de banheiro.

A reportagem é da Folha.

O peixe não durava mais de 24 horas sem geladeira nem luz elétrica, então a mãe ia todo dia buscar mais na praia. A cultura caiçara ensina que, assim que se volta à costa com a rede cheia, se reserva uma parte àqueles que não têm como comprar.

Era o caso da família Campo, que morreu quase inteira, se protegendo da tempestade que caía no início da manhã de sábado (2). O morro que deslizou atrás do cômodo de pau a pique soterrou a mãe e sete filhos, deixando vivo apenas o de 12 anos, que está internado em estado gravíssimo.

Sete das cerca de 50 casas da vila foram destruídas, mas essa foi a única que deixou vítimas fatais durante a chuva forte que atingiu Paraty, na Costa Verde fluminense, por mais de dois dias. Outras 13 morreram na vizinha Angra dos Reis e na região metropolitana do Rio de Janeiro desde quinta (31).

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