Exército vai responsabilizar ao menos 20 militares pelo furto de metralhadoras no Arsenal de Barueri  

O general de brigada Maurício Vieira Gama, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, disse hoje que pelo menos 20 militares serão responsabilizados na esfera administrativa pelo roubo de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra do Exército, em Barueri (SP). Todos eles receberam formulários de apuração de transgressão para usarem em suas defesas. Em…

O general de brigada Maurício Vieira Gama, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, disse hoje que pelo menos 20 militares serão responsabilizados na esfera administrativa pelo roubo de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra do Exército, em Barueri (SP). Todos eles receberam formulários de apuração de transgressão para usarem em suas defesas.

Em coletiva de imprensa neste domingo (22), afirmou que todos eles responderão por terem sido negligentes, mas que não necessariamente participaram do crime. A penalidade para a transgressão nessa esfera pode ser de até 30 dias de prisão disciplinar.

Até ontem, 160 militares estavam aquartelados no Arsenal para colaborarem com as investigações. Parte da tropa foi liberada, permanecendo agora 45 militares.

Segundo Gama, trata-se do maior roubo de armas da história do Exército e o crime certamente aconteceu com a participação dos militares.

— Temos noção de quantas pessoas estão envolvidas, mas é uma informação que está sob sigilo. Há participação de militares nossos. Brevemente, com os indícios que temos, militares serão submetidos à prisão cautelar com autorização da Justiça. Nossos processos de controle são eficazes. Os militares que negligenciaram na gerência, controle e fiscalização serão punidos — afirmou Gama.

Até o momento, 17 das 21 armas roubadas foram recuperadas. Na madrugada de sábado, a Polícia Civil de São Paulo encontrou nove metralhadoras em São Roque, no interior de São Paulo. Durante a ação, houve troca de tiros entre a polícia e criminosos. As armas estavam enterradas num lago e seriam vendidas a criminosos da facção que domina os presídios paulistas.

Das nove metralhadoras encontradas, cinco são da marca Browning, calibre .50, e quatro Mag, calibre 762.

Na quinta-feira, a Polícia Civil do Rio de Janeiro já havia recuperado oito metralhadoras retiradas do quartel de Barueri. O equipamento estava dentro do porta-malas de um carro na Gardênia Azul, na Zona Oeste da cidade. A operação da polícia fluminense contou com o apoio do Exército, que está em contato com outras forças de segurança para encontrar as demais armas que ainda estão desaparecidas.

Com informações de O Globo.

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