Exército de Israel bombardeia complexo hospitalar e escola da ONU na Faixa de Gaza: “inferno sem fim” (vídeo)

Ações deixaram ao menos 24 mortos e atrasaram o início de uma campanha de vacinação contra a poliomielite, que começaria nesta segunda-feira

O Exército de Israel bombardeou nesta segunda-feira um acampamento de deslocados palestinos em um complexo hospitalar e uma escola da ONU, ambos localizados na região central de Gaza, matando ao menos 24 pessoas, de acordo com contagens realizadas na região.

Vídeos gravados no Hospital Mártires de al-Aqsa, em Deir al-Balah, mostraram pessoas presas em tendas em chamas durante o ataque, enquanto o bombardeio da escola atrasou o início de uma campanha internacional contra a poliomielite. Israel afirma que alvos eram homens do Hamas, que estariam infiltrados nas estruturas civis.

A agência de notícias Wafa, ligada à Autoridade Nacional Palestina, noticiou que foram confirmadas as mortes de quatro pessoas, com dezenas de feridos no complexo hospitalar. O diretor da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA), Philippe Lazzarini, afirmou que na escola bombardeada foram 20 mortos.

“Gaza é um inferno sem fim”, escreveu o diretor da Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA), Philippe Lazzarini, ao compartilhar uma imagem das chamas no X. “Tendas em chamas devido a um ataque aéreo no pátio do hospital al-Aqsa, onde as pessoas buscavam abrigo. Enquanto isso, na mesma área, uma escola da UNRWA foi atingida, com 20 pessoas mortas. A escola foi planejada para ser usada na campanha de vacinação contra a poliomielite, que começou hoje. Tivemos que cancelar a campanha de vacinação naquela escola devido aos danos graves”.

Vídeos gravados no momento do ataque mostram fileiras de tendas em chamas enquanto bombeiros e populares correm para apagar o fogo com mangueiras e baldes de água. Socorristas e sobreviventes vasculham no escuro entre os escombros. É possível ver pessoas sob os escombros, enquanto as tendas ainda estão em chamas.

— O que aconteceu foi que acordamos com fumaça, chamas, fogo e pedaços em chamas caindo sobre as tendas de todas as direções. As explosões nos aterrorizaram em nossas tendas e fora de onde moramos, atrás do Hospital al-Aqsa — disse Om Ahmad Radi, um sobrevivente do ataque, em entrevista à rede catari Al Jazeera. — Testemunhamos uma das noites mais horríveis e brutais.

Com informações do GLOBO, em parceria com NYT.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading